Inaugurada a escola de sobredotados (1º Ciclo)
Tome nota >> A 19 de Setembro realizou-se abertura oficial do Projecto Leonardo da Vinci do 1.º ano do 1.º Ciclo do EB (Universidade da Criança/Instituto da Inteligência), em Portimão (Algarve)! As estações nacionais de televisão RTP, a SIC e TVI, além de outros órgãos de comunicação social, estiveram presentes!
Equipa de professores, psicólogos e outros técnicos pronta para o trabalho!Projecto suscita também interesse em Espanha!.As crianças sobredotadas são uma mais valia em qualquer nação....desde que sejam reconhecidas, apoiadas e acarinhadas. Infelizmente, em Portugal muito se fala, pouco se faz. Desenvolver talentos é um ponto estratégico para qualquer paÃs. Não é por acaso que nos Estados Unidos, na Europa Central, India e principalmente nos paÃses desenvolvidos da Ãsia há uma intensa procura “pelo talentoâ€.
Num paÃs como o nosso - com uma grande maioria da população escolar “subnutrida†e refém de um ensino público de qualidade questionável - as iniciativas que valorizam os talentos podem evitar que estes sigam por descaminhos e se venham a tornar “génios do malâ€.
O ensino particular é certamente a expressão concreta da existência da liberdade de aprender e de ensinar e do direito da famÃlia a orientar a educação dos seus filhos. Na verdade, o artigo 43.º da nossa Constituição dispõe que "
é garantida a liberdade de aprender e ensinar", que "
o Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, polÃticas, ideológicas ou religiosas", que "
o ensino público não será confessional" e que "
é garantido o direito de criação de escolas particulares e cooperativas".
Mais sucede que em conformidade com o disposto nos artigos 74º e 75º da Constituição da República Portuguesa, o Estado deve assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito, para garantir o direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolares.
Se estas verdades são indiscutÃveis, a questão que tem levantado mais "angústias" é a de saber até onde deve ir o Estado nesta sua obrigação de assegurar o direito ao ensino e o direito da famÃlia "a orientar a educação dos nossos filhos". Principalmente se a mesma exige cuidados e atenção especiais..Sobredotados para o Futuro
O século XXI está a revelar-se como todos já prevÃramos: complexo, imprevisÃvel e ambÃguo. Mais do que em qualquer outra época anterior. Todos necessitamos de estar preparados para desafios pessoais, sociais e profissionais para enfrentar as grandes mudanças que estamos a assistir. No futuro próximo ou no longÃnquo não haverá lugar para hesitações. O risco é uma realidade cada vez mais omnipresente. A única defesa é estarmos preparados. E isto implica inteligência, flexibilidade, formação constante. Isto implica liberdade de aprender e de ensinar.
À luz dos conhecimentos que hoje possuÃmos sobre o funcionamento do cérebro como um todo, a escola tradicional apresenta muitas heresias biológicas, fisiológicas e psicológicas, isto é, verdadeiros contra-sensos em relação ao que é o ser humano como um todo. Heresias morais também porque quantas vezes essa escola não matou vocações e, em quantas pessoas não deixou bloqueios para o resto da vida?
A combinação das ciências do comportamento com as neurociências produz o campo da PsiconeurolinguÃstica e a Emotologia, cuja aplicação ao ensino se chama Emotopedia. A idéia antiga de que "
a educação prepara para a vida" é substituÃda por
"a educação é vida" e a escola deve ser um laboratório e não um auditório.
A principal finalidade da educação deve ser de desenvolver as capacidades das pessoas em situação de aprendizagem como elemento de auto-realização e, não, "
transmitir conhecimentos.†O professor não deve ser, necessariamente, um erudito,
"aquele que sabe tudo", encarregado de "
moldar a inteligência" e "
encher a cabeça" da pessoa de conhecimentos dos quais ela, um dia, talvez "
poderá vir a precisar".
Vivemos numa sociedade cada vez mais exigente. As nossas crianças entram cedo na escola e ali permanecem durante anos. Vivem num stress constante entre a casa e as salas de aula. Há quem afirme que elas estão cada vez mais inteligentes. Mas a verdade é que o insucesso e o abandono escolares atingem números muito preocupantes.
Na verdade, algo vai mal na educação. Estamos a perder o melhor da inteligência de nossos filhos porque a educação familiar e a escola não apostam no despertar das capacidades do pensamento das crianças. Continuam a forçar aprendizagens académicas excessivas e por vezes obsoletas nada fazendo para ajudá-las a melhorar a capacidade de pensar nas suas diferentes versões. Na escola aprendem muitas datas, nomes, fórmulas e teorias. Mas onde aprendem a raciocinar? Onde aprendem a ter sentido crÃtico? Onde aprendem a julgar? Em sÃntese: onde aprendem a tirar partido da maravilha da inteligência?
Desrespeito pela inteligência?As crianças com elevados potenciais, vulgo “sobredotadasâ€, precisam mais do que ninguém de aprender a tirar o máximo partido da sua inteligência ao se revelarem nas suas capacidades, habilidades e talentos.
Em Portugal elas são “protegidas†pela lei. Destaca-se o decreto-lei n.º 50/2005, de 9 de Novembro, cujo artigo 5º prevê que as mesmas possam beneficiar, nas escolas, de um plano de desenvolvimento que individualize o currÃculo e as estratégias pedagógicas no quotidiano escolar.
Há, no entanto, que atender urgentemente ao facto de, o decreto-lei n.º 319/91 (que previa a antecipação da entrada no ensino regular, isto é, as crianças precoces podiam entrar, um ano mais cedo, no inÃcio da escolaridade), ter sido revogado. Isto implicaria que a legislação que o substitui previsse tal medida, o que não sucedeu, isto é, o decreto-lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro não prevê essa possibilidade, pelo que neste momento se verifica uma lacuna a colmatar.
O Ministério da Educação, em documentos publicados, tem assumido, teoricamente, esta problemática: "
Sobredotação constitui a expressão de um conjunto de factores interactuantes que resultam na manifestação de um desempenho saliente. (...) 0 ambiente educativo em que se processa o desenvolvimento das crianças e, particularmente, a escola, joga um papel decisivo na sobredotação, cabendo-lhe a responsabilidade de criar oportunidade e experiências de aprendizagem favoráveis ao desenvolvimento e expressão da sobredotação. (...) A atenção às diferenças individuais e ao contexto de aprendizagem implica uma flexibilização da organização escolar, das estratégias de ensino, da gestão dos recursos e do curriculo, por forma a proporcionar o desenvolvimento maximizado de todos, de acordo com as caracteristicas pessoais e as necessidades individuais de cada um. (...)
Uma das maiores dificuldades que decorre da operacionalização destes principios, no contexto de cada escola, diz respeito a concretização de um ensino diferenciado e a planificação e gestão dos recursos humanos e técnicos disponiveis para lhe dar coerencia e viabilidade. O ajustamento da qualidade das respostas educativas produzidas pela escola relativamente aos alunos sobredotados poderá contribuir para a construção de uma prática pedagógica mais centrada nas particularidades psicológicas, sociais, cognitivas, que fazem de cada criança e jovem um sujeito único, cujo direito à diferença e a valorização das suas potencialidades e competências deverá constituir a finalidade central do sistema educativo (in
Crianças e Jovens Sobredotados: Intervenção Educativa, ME-DEB, 1998).
No entanto, muitos pais portugueses estão angustiados com a falta de respostas do sistema de ensino que vigora no paÃs. Muito poucos estão orientados e apoiados, dando um suporte adequado aos filhos.É verdade que os professores e educadores estão cada vez mais despertos para esta forma de diversidade e para as necessidades destes alunos e que a gestão das escolas vem desenvolvendo esforços para apoiar as diferentes formas de diversidade, todavia, quanto aos alunos sobredotados, as dificuldades de actuação mantem-se e são multiplas.
Em nosso entender, as crianças sobredotadas apresentam Necessidades Educativas Especiais, por isso necessitam de respostas diversificadas que passam pela flexibilização e adequação curricular e por uma efectiva diferenciação de métodos e estratégias educativas.
Para tentar combater o problema, o Ministério da Educação brasileiro, por exemplo, destinou milhões para a criação dos Núcleos de Actividade de Altas Habilidades/Sobredotação em todos os Estados do Brasil. A idéia é a de capacitar professores e financiar equipamentos para que as crianças talentosas das escolas públicas tenham oportunidade de se desenvolver. É a primeira iniciativa desta natureza na esfera pública.
Em Portugal existem esforços “na esfera privada†para a colocação, em cada agrupamento escolar, de uma dupla composta por um psicólogo e um pedagogo para acompanhar os casos “
que vão surgindoâ€....Convenhamos que é manifestamente pouco!
Links para informações complementares > Academia de Pais/ Centro de Estudos Augusto Cury/ Sociedade do Conhecimento/ Mentes para o Futuro/ A Inteligência Humana/ Academia de Sobredotados/ Universidade da Criança.O Instituto da Inteligência soube, entretanto, que Espanha manifestou interesse em importar este projecto.