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Locais Notáveis da Nazaré
Promontório do SÃtio da Nazaré (***)
Igreja visigótica de São Gião (MN) (**)
Praia da Nazaré (*)
Serra da Pescaria e Praia do Salgado (**)
Praia do Norte (*)
Monte gábrico de São Bartolomeu/ São Brás/Monte Seano (*)
Panorama da Pederneira (*)
Outros locais com interesse turÃstico:
Pelourinho da Pederneira/tronco de conÃfera silificado /menir
Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso
Várzeas de Valado dos Frades
Duna da Aguieira
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Parque Natural da Serra da Estrela (***)
Este é o quinto artigo da série. Nas edições anteriores versámos os temas da Ecologia, Paisagem e Memória, Património e Turismo, Aldeias ou Aldeamentos, PolÃtica do Território, Programação Integrada e Rural e Urbano. Tentámos, em detrimento do jargão, aludir aos conceitos transversais à reflexão sobre o tema do planeamento territorial, urbano e arquitectónico. A perspectiva de um arquitecto ganhará sempre em ser confrontada com as demais áreas do saber e da cultura, em especial com a das ciências sociais e económicas, que nos ajudam a perceber quanto o espaço condiciona a sociedade que somos. 8. Arquitectura e Turismo Sob o lema "Cidades verdes, um plano para o planeta!", a ONU exorta a população mundial a lutar por um meio ambiente mais planeado, limpo e saudável, e a promover acções polÃticas que contrariem a degradação dos ecossistemas. Alerta o mundo para a necessidade de sujeitar as polÃticas a um novo paradigma, que concilie o exponencial crescimento urbano com a qualidade de vida, propondo o aumento de eficiência na gestão corrente (energia, água, detritos sólidos, lÃquidos e gasosos, deslocações, etc.), rumo à sustentabilidade ambiental. Porque todas estas questões ainda não têm aqui o grau de complexidade que atingiram noutros pontos do PaÃs e do Mundo, é imperioso que as autarquias do interior definam, antes de uma polÃtica de empréstimos bancários, uma polÃtica de arquitectura. Estejamos cientes de que, por força da demografia, o próximo perÃodo nesta região não será de expansão urbana, será antes de consolidação. Só um sério investimento na arquitectura quotidiana de qualidade poderá estancar a barbárie edificada e viária, proporcionar aos jovens o direito à habitação, essencial à emancipação, e qualificar o espaço público de todos os dias (ruas, praças e jardins), ao invés da disseminação irracional de recursos por loteamentos avulsos. Apesar da história, é necessário promover o valor do projecto contemporâneo. Conservar significa tanto inventariar, estudar e recuperar como relacionar (com a paisagem, com a envolvente, com novos usos, etc.), interpretar e divulgar. No domÃnio da arquitectura e do urbanismo significa intervir fundamentadamente e, se necessário, demolir e transformar, com base em claros critérios teóricos e técnicos. A identidade programa-se e projecta-se, sem mimetismo, mas com rigor e poética. "As cidades, como os sonhos, são construÃdas por desejos e medos, ainda que o fio condutor do seu discurso seja secreto, que as suas regras sejam absurdas e as suas perspectivas enganosas", diz Italo Calvino. Quanto ao turismo, seja para elites ou para as massas, depois do negócio do lazer restará a forma. A qualidade da arquitectura poderá ser, por si só, motor económico. Haja vontade de eliminar os maneirismos e de ser ambicioso e exigente com os programas, com a previsão do impacte ambiental, com o projecto das infraestruturas, dos edifÃcios e dos interstÃcios. Evitar a cenografia e a propaganda é um imperativo ético. Exceptuando alguns aglomerados castiços (Torre, Penhas da Saúde, Sabugueiro, etc.), a Serra da Estrela é ainda um dos poucos redutos naturais incólumes à devastação. Não a desencantem!
Por: Francisco Paiva * * Arquitecto e Docente da UBI (ftapaiva@gmail.com)
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Panorama da Torre Velha (Guarda) (MN) (*)
"Pertenço, porém, à quela espécie de homens que estão sempre na margem daquilo a que pertencem, nem vêem só a multidão de que são, senão também os grandes espaços que há ao lado.â€
Fernando Pessoa- O livro do Desassossego. 29-3-1930
Aqui.
Sentado nestes degraus, à espera de Godot,à sombra desta sólida Torre Velha. Estou no ponto mais alto de todas as cidades portuguesas, mais precisamente a 1056 metros de cota.
A brisa suave embala remansosamente o corpo e a alma. Ãgua (chuvisca) e vento são fortes motivos de revivescências interiores. É o espaço. É a noção do tempo. É a consciência do fim.
Horizontes largos de onde se abrange uma vasta região:a Norte a crista da Marofa e Pinhel; a Este identifica-se a tristonha faixa raiana, com as suas velhas praças de guerra de granito carcomido- Vilar Maior (*), Vila do Touro, Alfaiates, o castelo do Sabugal (*), o monte-ilha de Belmonte (**); aos nossos pés espraia-se a Guarda, a sua parte medieval está em grande parte arrebatada pela mole imensa da Sé (**), que vista daqui é agigantada.
Esta vernácula torre é a mais antiga estrutura do sistema fortificado da cidade da Guarda e encontra-se isolada, no topo de maior elevação; aqui seria provavelmente o sul do centro medieval da povoação e era a torre de menagem da primitiva alcáçova românica, construÃda no século XIII - provavelmente mandada erguer por Rei Povoador.
É de secção pentagonal, irregular, construÃda em aparelho isódomo. A fachada principal integra portal de lintel recto resultante de uma reformulação moderna, tem ainda um outro portal de elevado acesso em arco de volta perfeita.
Em boa hora o munÃcipio quer fazer da torre uma das salas de visita da cidade. Está-se a proceder a uma requalificação paisagÃstica e arquitectónica do espaço; com construção de um centro de recepção de visitantes que fará uma ligação aos sÃtios arqueológicos do concelho e ao centro histórico da cidade. Para além de uma zona para acolhimento dos turistas, o novo edifÃcio também terá uma sala de exposição com vitrinas interactivas. Os três pisos do interior da Torre de Menagem também serão intervencionados. A área circundante da Torre de Menagem também está a ser intervencionada no âmbito do mesmo projecto. O projecto de recuperação do recinto é da autoria da arquitecta Margarida Carvalho. Será criada "uma rede de percursos na paisagem" com miradouros, zonas de estadia, contemplação e repouso. Desde que conheço a Guarda sempre pensei num projecto similar. Bem haja aos seus mentores e como dizemos todos nós, “vale mais tarde que nuncaâ€.
Silêncio impassÃvel...quietude. Agora fechamos os olhos e escutemos o clamor da cidade, com o o seu bulÃcio de provÃncia; é o eco contÃnuo, por vezes entrecortado pelos gritos dos jovens da escola Básica 2,3 de Santa Clara- também eu, tal como eles, me julguei eterno; mas aqui observo, imerso no silêncio do meu mundo interior, dois adolescentes que se aproximam, namorados, mas talvez no futuro sejam algo aproximado ao casal; pedem-me que lhes tire uma fotografia. Agora a rapariga, tão feliz, como podemos ser quando nos sentimos enamorados, pergunta se aquele monte é o Jarmelo, sim é-local de lenda associado a Pedro e Inês. Acrescento que aquele outro é o Cabeço das Fráguas (*), famoso santuário pagão com uma inscrição da lÃngua lusitana dedicado a várias divindades lusitanas (Trebaruna,Trebopala, Reve, Laebo e o Ãcone Luminoso). Para oeste, atrás do parque eólico, está um pouco mais abaixo o Castro do Tintonolho. Bem, o rapaz começa aos bocejos, é melhor calar-me, despedem-se, não os censuro, é melhor namorar- o sentimento da minha eterna juventude a fenecer. A vida resume-se a um caminho pelo bsoque, onde, de vez enquando, debatemo-nos com bifurcações, nos quais temos de decidir o nosso destino. O que fazer? Nada...a não ser esperar! Peço a Iccona Loiminna uma boa decisão; ele(a) pode ser farol e luz para despertar a minha consciência efervesecente adormecida pela cor e ruÃdo do transitório.
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