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2005: o pior dos últimos 64 anos
publicado em 2006-01-10 16:40:01
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O ano de 2005 foi o mais seco desde os últimos 64 anos, sendo que as perspectivas não são muito animadoras para o corrente ano. O presidente do Instituto da Água avisa que, se não chover bastante nos próximos dois ou três meses, o Nordeste transmontano pode vir a sofrer de falta de água.
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O presidente do instituto da água (INAG) está sobretudo preocupado com o Nordeste transmontano, região que, caso não chova nos próximos dois ou três meses, pode vir a sofrer de falta de água.
Carrazeda de Ansiães, Moncorvo, Alijó, Alfândega da Fé e Vila Flor são os concelhos mais ameaçados, uma vez que captam água em albufeiras onde a capacidade de armazenamento é baixa.
Orlando Borges, presidente do Instituto da Água (INAG), adiantou à agência Lusa que no Nordeste transmontano a água armazenada só garante o abastecimento público por mais dois ou três meses, caso não chova muito mais do que nas últimas semanas.
Os índices meteorológicos e hidrológicos estão abaixo da média da última década e são inferiores aos registados no mesmo período do ano passado.
Apesar de o actual cenário justificar preocupação, Orlando Borges rejeita alarmismos: «Há um ano a água armazenada nas albufeiras estava a um nível superior ao actual, mas as reservas estavam a descer. Actualmente, a tendência é de subida.»
O Algarve, que durante a seca de 2005 foi considerada a região mais crítica, é neste momento a excepção. Os níveis de precipitação, segundo o responsável do INAG, foram excepcionais e os volumes armazenados nas albufeiras estão neste momento acima da média.
Entretanto, o Governo prepara-se para apresentar no próximo dia 17 um balanço sobre a seca de 2005, avaliando as medidas que foram tomadas e perspectivar outras para este ano.
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