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Ainda é cedo para Portugal enviar militares
publicado em 2006-08-14 19:03:30
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Portugal ainda está a avaliar o envio de militares para o Líbano integrados na força internacional que vai ser constituída. O ministro da Defesa, Severiano Teixeira, sublinhou esta segunda-feira que a decisão terá que envolver o Presidente da República e o Parlamento.
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O ministro da Defesa Nacional falava aos jornalistas na área portuguesa do aquartelamento Slim Lines, em Pristina, Kosovo, onde estão estacionados as tropas portuguesas em missão de paz sob o comando da NATO, no final de um almoço com os militares do 1º batalhão de infantaria mecanizada do Exército.
«O Governo está disponível para avaliar a situação e a possibilidade de uma participação nesse quadro. (à) Mas há um quadro constitucional e o processo de decisão vai ter que se fazer dentro desse quadro envolvendo outros órgãos de soberania», afirmou Severiano Teixeira.
Questionado pelos jornalistas sobre se o Governo já iniciou contactos com o Presidente da República, Cavaco Silva, a propósito da avaliação da eventual participação portuguesa na força internacional a destacar para o Líbano, Severiano Teixeira recusou comentar, mas assegurou que «a cooperação institucional existe».
«Não posso fazer comentários sobre essa matéria, mas o que posso dizer é que o quadro constitucional existe, a cooperação constitucional existe e é nesse quadro de cooperação que as coisas se farão», afirmou.
Severiano Teixeira afirmou que «ainda é muito cedo» para falar do tipo de operação e dos custos, dizendo que «esse problema será equacionado quando e se houver uma decisão» ao nível das instâncias internacionais.
Portugal vai continuar em missões no exterior
O ministro da Defesa assegurou que Portugal, que têm actualmente cerca de 800 militares em missões no exterior, vai continuar a participar em missões no âmbito da ONU e da NATO, apesar dos custos que essa participação implica.
«Dinheiro custa, mas há coisas que não têm preço e o prestígio do Estado português no exterior e o contributo que as Forças Armadas são para a paz e para a estabilidade e para a segurança internacional não tem preço. Temos que encontrar um equilíbrio» tendo em conta a situação financeira do país, afirmou.
Na sua primeira visita a missões portuguesas no exterior, Severiano Teixeira, foi acompanhado pelo chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante Mendes Cabeçadas, e pelo chefe do Estado-Maior do Exército, general Valença Pinto.
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