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Alkatiri anuncia demissão
publicado em 2006-06-26 10:35:51
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O primeiro-ministro timorense anunciou a sua demissão do cargo. Em conferência de imprensa, Mari Alkatiri, que vai ser ouvido no processo de distribuição de armas a civis, disse que se demitia para evitar a saída do presidente Xanana Gusmão.
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O primeiro-ministro de Timor-Leste anunciou, esta segunda-feira, a sua demissão do cargo, retomando o seu lugar de deputado.
Numa conferência de imprensa sem direito a perguntas, Mari Alkatiri disse ainda estar disposto a demitir-se para evitar a saída do presidente Xanana Gusmão.
Na sua alocuação, Alkatiri disse que tomava esta decisão após ter reflectido com a «profundidade necessária sobre a situação vivida no país», assumindo, ao mesmo tempo, a «minha parte nas responsabilidades pela crise».
Rodeado pelo presidente do Parlamento nacional, Francisco Guterres "Lu-Olo" e do ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Antoninho Bianco, o até agora chefe do governo explicou também que estava disponível para viabilizar um governo de transição.
O Presidente da República já recebeu a carta de demissão do primeiro-ministro, tendo fonte do gabinete de Xanana Gusmão dito que o chefe de Estado fará uma declaração sobre esta saída.
Entretanto, o procurador-geral de Timor-Leste confirmou à TSF que Alkatiri vai ser ouvido, na sexta-feira, no processo de distribuição de armas a civis, que levou o ex-ministro do Interior, Rogério Lobato, a aguardar o fim da instrução do processo em prisão domiciliária.
«Preparamos hoje a notificação para que compareça no Ministério Público para ser ouvido sobre as alegações feitas no processo de Rogério Lobato», adiantou Longuinhos Monteiro.
A saída de Mari Alkatiri surge um dia depois de o Comité Central da FRETILIN ter recusado a renúncia do primeiro-ministro e menos de 24 horas após as demissões do ministro da Defesa e Negócios Estrangeiros, Ramos-Horta e do ministro dos Transportes, Ovídeo Amaral.
O anúncio desta demissão aconteceu num momento em que Ramos-Horta preparava uma conferência de imprensa para explicar as razões que o tinham levado a sair do governo de Alkatiri.
Nessa altura, após ter recebido uma chamada telefónica, o ex-ministro comunicou aos jornalistas que estes se deveriam dirigir para a residência do primeiro-ministro por causa de «importante declaração» que Mari Alkatiri iria fazer.
Questionado sobre se esta declaração teria algo a ver com a demissão do chefe do governo timorense, Ramos-Horta limitou-se a responder que «sim».
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