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Alterações climatéricas ameaçam América Latina e Caraíbas
publicado em 2006-09-02 11:53:31
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Um relatório elaborado por um grupo de 20 ONGs alerta para o risco de, nos próximos anos, as catástrofes naturais na América Latina e Caraíbas se intensificarem a ponto de criarem uma "situação insustentável".
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As alterações climatéricas e a degradação ambiental na América Latina e nas Caraíbas podem contribuir para o intensificar das catástrofes naturais a ponto de criarem uma "situação insustentável", se os governos não agirem. O alerta vem expresso no terceiro relatório sobre as alterações climatéricas e o desenvolvimento, elaborado por um grupo de trabalho que reúne 20 Organizações Não Governamentais (ONG), entre as quais a WWF, a Greenpeace e a Panos.
O documento, publicado um ano depois da devastação provocada pelo Katrina, confirma que "as temperaturas e a precipitação estão a mudar na região, tornando-se menos previsíveis e muito mais extremas". O relatório, "Up in Smoke? Latin America and The Caribbean", refere como exemplo disso a intensidade acrescida dos furacões e das tempestades tropicais nas Caraíbas, o degelo dos glaciares na Colômbia, o frio extremo nos Andes, e a seca na Amazónia, em 2005, a pior que a região alguma vez enfrentou.
O grupo de trabalho antecipa que esta situação poderá ter um forte impacto na agricultura, na pesca, nos corais, no turismo e no acesso a água potável. A proliferação de doenças como o dengue, a malária e a cólera é outro dos cenários avançados.
A solução para travar este processo, segundo os especialistas, passa por respeitar o protocolo de Quioto, limitar as emissões de gás com efeito de estufa, promover o fim do corte ilegal de madeira e a desflorestação. O grupo de trabalho sublinha que é urgente que os governos e as pessoas em geral adoptem estas medidas para minimizar os danos ambientais.
O relatório revela que o impacto económico dos desastres naturais está a aumentar. Em apenas 20 anos (de 1970 a 1990), as perdas provocadas por catástrofes naturais quintuplicaram. O documento cita ainda investigações que mostram que reconstruir é mais dispendioso do que prevenir.
Mais Informações: "Up in Smoke? Latin America and The Caribbean"
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