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ANAREC pede explicações ao Governo sobre falta de segurança nos postos de abastecimento
 publicado em 2007-04-08 11:31:33

A Associação de Revendedores de Combustível (ANAREC) vai pedir uma reunião de urgência com o Governo para saber se existe ou não um plano de segurança para os postos de abastecimento. A decisão surge depois de uma funcionária de um posto, em Benavente, ter sido morta a tiro por um grupo de homens armados. O CDS também quer ouvir o ministro da Administração Interna.
ANAREC pede explicações ao Governo sobre falta de segurança nos postos de abastecimento

A Associação de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) está preocupada com a falta de segurança existente nos postos de abastecimento de combustíveis, considerando que esta deve ser mais apertada.

A preocupação da ANAREC surge depois de, na noite de sexta-feira, uma funcionária de um posto de abastecimento de Benavente ter sido morta a tiro por um grupo de assaltantes.

De acordo com informações avançadas pela estação de televisão SIC Notícias, a funcionária preparava-se para fechar o posto quando foi abordada por desconhecidos. A GNR chegaria pouco depois e houve tiroteio. Os assaltantes terão usado a vítima como escudo humano e acabaram por escapar.

Há cerca de um ano, durante uma reunião com o Ministério da Administração Interna, a ANAREC foi informada de que tinha sido formada uma comissão de segurança aos postos de abastecimentos que, segundo o presidente da ANAREC, ficou encarregue de dar informações sobre um possível plano de segurança.

Ouvido pela TSF, Augusto Cymbron explica que a reunião vai ser pedida ao Governo com carácter de urgência, para saber se o plano está ou não concluído e porque «aproxima-se o Verão, época que costuma ser mais frutífero em acções deste género».

O presidente da ANAREC lamenta o atraso do Governo nesta matéria e confirma que, passado um ano, a Associação não obteve qualquer reposta por parte do Governo.

Augusto Cymbron diz que é preciso fazer mais para prevenir os assaltos aos postos de abastecimento de combustíveis porque os dispositivos que estão montados não chegam.

«Tudo o que se pense, telemóveis alarmes ligados às empresas de segurança não dá. Este caso de ontem é sintomático. A GNR chegou e não evitou uma morte. As câmaras só provam quem é que entrou para matar, ou qual foi o carro que abasteceu e fugiu sem pagar. Os alarmes ligados às empresas de segurança, como sabe muitos deles chegam meia hora depois, com os factos todos consumados», disse.

«A medida é só uma: vigilância constante desses postos por pessoal da polícia não identificado, mais polícias nas ruas e penas muito mais duras para que a lei esteja ao lado da vítima e não ao lado do agressor», defendeu Augusto Cymbron, pedindo «rondas frequentes sem horas marcadas mas com muita frequência».

Também o CDS/PP já se pronunciou sobre o assunto dizendo que quer ouvir o ministro António Costa no Parlamento, sublinhando que já são muitos os casos de insegurança e violência.

O posto de abastecimento de Benavente foi assaltado três vezes nos últimos três anos.

Na sequência do assalto de ontem ao posto de combustível em Benavente, as autoridades alargaram a todo o país as buscas aos suspeitos.






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