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As reacções ao estudo foram de surpresa e entusiasmo. Os cientistas encontraram mais de 700 novas espécies de animais, entre as quais 76 esponjas carnívoras (17 eram desconhecidas da ciência) e 200 espécies de polychaete - vermes marinhos -, das quais 81 não se conhecia. Dos 674 tipos de Isópodes (pequenos crustáceos), os peritos revelaram ter identificado mais de 585 novas espécies.
Este inesperado pulsar de vida num habitat aparentemente hostil foi o que mais surpreendeu a comunidade científica. Apesar de os cientistas terem já algum conhecimento das zonas circundantes, «o fundo marinho do mar de Weddell continuava a ser um meio completamente desconhecido. Nunca tinha sido investigado de uma forma exaustiva» como aconteceu entre 2000 e 2005, confirmou à BBC News, Angelika Brandt, líder da investigação e professora no Instituto e no Museu Zoológico da Universidade de Hamburgo. Os investigadores julgavam que o nível de biodiversidade diminuía em zonas próximas dos pólos. Porém, «sabemos agora que esta informação poderá ser certa para o pólo Norte, mas não para o Antárctico» , assegurou a bióloga. Estas descobertas poderão agora fornecer novas pistas sobre a evolução da vida nesta zona específica, garantiu Angelika Brandt. Comparando estas espécies com aquelas que foram encontradas em águas menos profundas, os cientistas terão a oportunidade de entender como as transformações climáticas e o meio ambiente afectaram a evolução destes animais. Informação Adicional: art. Nature «Antarctic benthic deep-sea biodiversity (ANDEEP): colonization history and recent community patterns» (Universidade de Hamburgo) British Antarctic Survey art. BBC Galeria de Imagens BBC (Antarctic Treasure Trove) Notícias relacionadas:
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