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Segundo os especialistas, o planeta, baptizado OGLE-2005-BLG-169Lb , tem uma massa idêntica à de Neptuno, pesa cerca de 13 vezes mais do que a Terra e é provável que a sua composição seja semelhante à do planeta azul. Ainda assim deverá ser um mundo composto por material sólido como rochas e muito provavelmente estará coberto de gelo, atingindo temperaturas médias de cerca de 200 graus centígrados abaixo de zero. Dos 170 planetas extra-solares identificados desde o início da década de 90, é provável que esta super Terra seja um dos mais gelados. Segundo a National Geographic (NG), o corpo celeste domina uma região similar à do nosso sistema solar. Citado pela revista, o astrónomo da Universidade Estatal de Ohio e líder da investigação, Andrew Gould, considera «estas super Terras comuns» e sugere que, pelo menos «35 por cento de todas as estrelas» identificadas devem ter planetas semelhantes ao nosso. Ainda assim a grande maioria destes corpos são gigantes gasosos, como Júpiter. O OGLE-2005-BLG-169Lb foi descoberto com o recurso a micro-lentes gravitacionais, utilizadas para identificar planetas por meio do estudo da forma como os diferentes campos de gravidade distorcem e amplificam a luz das estrelas. Os cientistas recorrem a uma vasta rede de telescópios (como a que integra o projecto OGLE - Optical Gravitational Lensing Experiment), que permitem observar as alterações do brilho provocadas pela gravidade do planeta que está à frente de um determinado astro. É desta forma que os peritos fazem os seus cálculos. A investigação liderada por Gould está incluída no grupo internacional Microlensing Follow-Up Network (MicroFUN). Informação Adicional: Press Release Astrophysical Journal Letters. MicroFUN OGLE - Optical Gravitational Lensing Experiment Notícias relacionadas:
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