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O Banco Mundial quantifica as perdas humanas resultantes de uma eventual pandemia da gripe aviária entre 1,4 e 71,1 milhões de mortes e 1 e 5% por cento da produção internacional no primeiro ano da ocorrência. As estimativas constam do seu relatório anual sobre o financiamento global do desenvolvimento, hoje divulgado, mas são acompanhadas do conselho de que devem ser vistas como "puramente ilustrativas". "Estas simulações servem para sublinhar a importância de mobilizar esforços globais para resolver esta crise potencial", adianta o Banco Mundial. A instituição aconselha ainda a que se aumente em muito a investigação e a coordenação ao nível global, "uma vez que uma eventual pandemia humana, algures no futuro, é virtualmente inevitável". Após esta relativização, o Banco Mundial destaca que, em qualquer caso, os países em desenvolvimento seriam sempre os mais afectados, devido à sua maior densidade populacional e pobreza e ainda à sua débil infra-estrutura de saúde. Para procurar calcular as consequências de uma pandemia humana da gripe aviaria, a instituição construiu um conjunto de três cenários, baseados na infecção de 35 por cento da população mundial, através de um processo de contágio que demoraria 180 dias a afectar todo o mundo. A primeira simulação, mais moderada, replica o surto de gripe em Hong Kong, nos anos de 1968 e 1969, a segunda baseia-se nas características da gripe asiática de 1957 e a terceira, mais gravosa, repete as condições da gripe espanhola de 1917-1918. No primeiro cenário, e em relação à época normal de gripe, que mata entre 200 mil a 1,5 milhões de pessoas por ano, esta pandemia aumentaria o número de mortes em mais 1,4 milhões e reduziria o produto mundial em 0,7% no primeiro ano. No cenário mais pessimista, o número de mortes ascenderia a 71 milhões, e bem que estimativas de outros autores apontem para um intervalo entre 180 e 260 milhões de mortes. Da mesma forma, medida em termos de perdas económicas, uma versão moderada da pandemia provocaria a redução da produção mundial em 1% e uma mais severa em 5% O Banco Mundial avança ainda com uma estimativa alternativa das consequências da pandemia, baseada na epidemia asiática de 1957- 58. Neste cenário, morreriam 1% por cento da população mundial, com as taxas regionais a espalharem-se desde os 0,3% nos EUA aos 2% em alguns dos países em desenvolvimento. A economia mundial produziria menos 3,1% no primeiro ano depois de afectada pela pandemia. Esta percentagem dividir-se-ia em 0,4% devido à mortalidade, em 0,9% resultante da doença ou do absentismo e em 1,9% atribuíveis aos esforços das pessoas para evitarem ser contaminadas. A redução devido à doença ou ao absentismo tem como implícito que por cada pessoa que morre há três muito doentes, que estarão hospitalizadas durante uma semana e faltarão ao emprego mais duas, quatro que requerem tratamento médico e faltarão ao emprego durante uma semana e cerca de 27% da população que faltarão durante dois dias. Por outro lado, os esforços para evitar ser contaminado são vistos como equivalentes a um choque na procura, o que reduzirá a frequência de restaurantes, a realização de viagens, acções de turismo ou idas a espectáculos. Notícias relacionadas:
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