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Consoante a sua língua materna, a criança reage de forma distinta. Embora esta capacidade já fosse conhecida, os investigadores descobriram agora que os pequenos conseguem distinguir esta diferença mesmo que não ouçam o som, apenas através da leitura dos lábios de quem fala, já que conseguem aperceber-se de diferenças subtis na cara do interlocutor. "Os bebés prestam atenção a toda a informação de que possam precisar quando são muito pequenos", refere Janet Werker, uma das coordenadoras do estudo, publicado na Science. "O que acontece normalmente é que eles tendem a captar apenas a informação que é necessária", acrescenta. Para levar a cabo esta investigação, Whitney Weikum, que teve a seu cargo, a par de Werker, este estudo, em conjunto com a equipa, recrutaram bebés acompanhados pelos seus pais e colocaram-nos numa sala confortável, em frente a um ecrã de televisão. Nesse ecrã eram mostradas passagens silenciosas de uma mulher a ler trechos de "O príncipezinho", o livro de crianças clássico de Saint-Exupéry. A mulher variava a leitura entre o inglês e o francês, consoante a língua materna da criança. "Fizémos os bebés ficarem entediados com as imagens na sua própria língua, passando-as várias vezes seguidas. Quando eles estavam cansados e paravam de olhar para o ecrã, mostrávamos as imagens na outra língua", conta a investigadora. Quando ocorria esta mudança de idioma, os 36 bebés que participaram na experiência, reagiam e observavam mais atentamente. Os psicólogos encaram esta reacção como um sinal de que a criança notou que havia uma mudança. "O nosso estudo mostra como o desenvolvimento de um bebé possui uma estreita relação com seu ambiente de aprendizagem. Se eles são expostos a mais de uma língua, acabam por manter a capacidade de as distinguir visualmente. Entretanto, se só são expostos a um idioma, essa capacidade decai", explicou ainda Whitney Weikum. Links relacionados: University of British Columbia Science Notícias relacionadas:
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