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O árbitro Paulo Silva e os assistentes Filipe Pereira e Vítor Andrade recordaram a partida que, à excepção das ofertas, decorreu sem incidências e ficou empatada a zero. Garrafinhas de vinho e dois pares calças de ganga para cada um dos árbitros esperavam-nos quando chegaram ao balneário. Foram depois informados pelo dirigente do Fafe que era uma oferta do clube da casa. Já as caixinhas, oferta do Gondomar, foram entregues pelo delegado do clube, que as testemunhas não souberam identificar, na altura de entregar as fichas de jogo no início da partida. As testemunhas afirmaram só ter visto o conteúdo das caixas no regresso a casa já no carro, desconfiando que seria ouro. «Se for ouro estou disposto a devolver», disse o assistente Vítor Andrade provocando o riso de todos na sala de audiência. Paulo Silva relatou ainda ter recebido telefonemas de Pinto de Sousa e José Filipe, presidentes do Conselho de Arbitragem da Liga e do Conselho Distrital do Algarve respectivamente, na véspera, desejando um bom jogo. Os assistentes relataram que no próprio dia da partida também houve uma chamada de Pinto de Sousa, perguntando como esta decorrera e desejando boa viagem. Ao início da manhã foi ouvido o Rangel Bernardo, árbitro assistente do arguido, Sérgio César, que não se recordava de rigorosamente nada do jogo Gondomar-Bragança, arbitrado pela sua equipa. A única coisa que soube dizer é que terá ido jantar a casa. O depoimento ficou marcado pelo requerimento da defesa para que não fosse admitida no processo uma escuta que o procurador, Carlos Teixeira, quis ouvir para aferir da credibilidade da testemunha. Nesta conversa telefónica, logo após o jogo, o dirigente do Gondomar, Castro Neves, diz a alguém que vai jantar lampreia com os árbitros, contrariando o testemunho de Rangel Bernardo. À tarde serão ouvidas seis testemunhas, entre elas Rui Mendes, o árbitro cuja denúncia despoletou o processo do apito dourado. Notícias relacionadas:
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