Clique para saber mais iPhone 3G terá vários modelos?
O novo iPhone 3G, que ao que tudo indica será lançado em Junho, poderá ter uma aparência «radicalmente diferen...
Telecomunicações
Clique para saber mais Tecnologia do YouTube combate pornografia infantil
A Google adaptou o sistema que bloqueia os vídeos protegidos por direitos de autor no YouT...
Internet
Caso Gisberta: arguido condenado a oito meses de prisão efectiva por omissão de auxílio
 publicado em 2008-04-14 17:09:47

Foi condenado a oito meses de prisão efectiva. Se quiser, pode cumpri-los em casa. O juiz-presidente lamentou que o jovem Vítor S., agora com 18 anos, tivesse assistido impávido ao “definhar de um ser humano” motivado por uma “agressão selvática e desumana”. A sua culpa é, no entender do magistrado, “intensa” e “merecedora de censura ética elevadíssima”.
Caso Gisberta: arguido condenado a oito meses de prisão efectiva por omissão de auxílio
O Tribunal de São João Novo, Porto, condenava assim, esta tarde, um dos jovens envolvidos na morte de Gisberta – transexual, imigrante, sem-abrigo, seropositiva, toxicodependente, em Fevereiro de 2006 agredida com paus, pedras, pontapés por um grupo de rapazes e atirada a um poço.

O Ministério Público não pedira tanto. A procuradora Maria José Fernandes queria que o jovem fosse condenado a acompanhar o trabalho de uma instituição de apoio aos sem-abrigo, todas as sexta-feiras, durante meio ano, em alternativa ao cumprimento de meio ano de prisão. Contudo, à pena aplicada - o máximo permitido para aquele crime praticado por jovens - são descontados dois meses e cinco dias de prisão preventiva que Vítor S. já cumpriu.

O tribunal "não acreditou nos menores, mas o certo é que, "face à míngua de prova" "não foi possível apurar a actuação concreta do Vítor" no que toca a eventuais agressões a Gisberta, lamentou. Já quanto à omissão de auxílio, a "atitude covarde" ficou provada, segundo o magistrado.

Ao comentar a pena aplicada, o magistrado mencionou outros casos de violência protagonizados por jovens. Como a alegada agressão de uma aluna da Escola Secundária Carolina Michaelis à sua professora de francês.

Os 13 menores co-envolvidos já enfrentaram julgamento no Tribunal de Família e Menores do Porto. Alguns foram condenados até a um máximo de 13 meses de internamento tutelar.

O caso de Gisberto Júnior, que chegou a originar um filme, levou o movimento lésbico, gay, bissexual e transgénero (LGBT) o considerá-lo um "lembrete incómodo" aos agentes políticos portugueses.




Notícias relacionadas:



   Não existem comentários a esta notícia.
 Os comentários em baixo são da inteira responsabilidade dos seus autores. O mundoPT não se identifica com os comentários seguintes.