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Catalina Pestana refere maioria dos arguidos
publicado em 2005-03-31 14:13:00
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A provedora da Casa Pia de Lisboa, Catalina Pestana, contou esta manhã no Tribunal de Santa Clara, em Lisboa, conversas que manteve com um ex-aluno e só não referenciou nestes relatos o nome de Gertrudes Nunes, proprietária da casa de Elsas.
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O antigo aluno falou a Catalina Pestana de pelo menos 12 locais onde decorreram encontros entre jovens e adultos.
A provedora da Casa Pia referiu um estúdio em Entrecampos, uma vivenda no Restelo, uma casa na Ajuda, uma casa em Nova Oeiras e uma garagem no Colégio Pina Manique.
Em relação à casa de Elvas, supostamente associada a Hugo Marçal, a alegada vítima disse a Catalina Pestana que iam para este local habitualmente aos fins-de-semana e em carrinhas da Casa Pia. Era Carlos Silvino que os levava.
A casa do Restelo, também conhecida por casa dos erres, era frequentada nos dias de semana no final das aulas. Sobre a casa de Cascais a alegada vítima explicou que pertencia a Jorge Ritto e contou-lhe um episódio.
Uma vez foi ao Estoril com Carlos Silvino, encontraram-se com Carlos Cruz e Jorge Ritto. Este entregou a chave da casa ao apresentador de televisão e depois foram para lá praticar actos sexuais. O ex-aluno também faz referência a Ferreira Diniz neste local.
Quanto à casa na rua da Avenida das Forças Armadas foi associada por este ofendido a Carlos Cruz, assim como o estúdio em Entrecampos.
Quanto à casa da Ajuda, esta alegada vítima associou-a a Manuel Abrantes, adiantando que ele e outros rapazes tiveram neste sítio relações sexuais com o ex-provedor.
Quanto à arrecadação da provedoria o ex-aluno afirmou a Catalina Pestana que se trata do local onde Manuel Abrantes abusou de dois miúdos.
Um dos nomes referidos por Catalina Pestana em anteriores sessões deste julgamento e que foi referido por alunos da Casa Pia foi o de Mariano Barreto que desde logo reclamou inocência.
Hoje em declarações à TSF o antigo professor de Educação Física na Casa Pia diz que já reuniu provas que mostram que está inocente. «Já temos tudo esclarecido em termos objectivos, a justiça irá seguir o seu caminho», adiantou.
Mariano Barreto criticou os «profissionais do entretenimento que tentam desviar a atenção das pessoas», num país onde «nada faz sentido».
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