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Chineses já podem aceder ao Google
publicado em 2006-06-14 14:17:24
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Alegadamente para defender os jovens de conteúdos violentos e pornográficos, a China bloqueou o acesso ao Google. Agora, semanas depois, o site voltou a estar acessível aos internautas chineses.
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O governo chinês resolveu permitir o acesso ao Google.com, duas semanas depois de o ter proibido. O bloqueio havia sido imposto pelo governo e autorizado pela empresa, revelaram os Repórteres sem Fronteiras (RSF), num comunicado citado por diversos órgãos de comunicação internacional.
A 6 de Junho a RSF anunciou que o acesso ao Google.com estava bloqueado em grande parte da China, e que programas como o DynaPass e o Ultrasurf - que os utilizadores chineses usam no acesso a portais censurados - estavam a ser igualmente bloqueados, mas a limitação ao acesso já vinha de trás.
A organização não-governamental revelou que a versão não censurada do motor de busca já estava acessível aos utilizadores de Pequim e Shangai, um desbloqueio que, de acordo com a RSF, "tende a confirmar a teoria de que a censura foi estabelecida por causa do aniversário do massacre de 4 de Junho de 1989 durante os protestos na Praça Tiananmen".
Responsáveis do site confirmaram o desbloqueio, afirmando não ter recebido "mais nenhuma queixa proveniente dos utilizadores chineses".
Uma internet pouco global
Em Janeiro deste ano tinha sido lançada a versão chinesa Google.cn, livre de informações prejudiciais ao governo e sem conteúdos que pudessem ser considerados imorais pelas autoridades chinesas. Ao que parece, esta versão censurada não sofreu qualquer tipo de bloqueio. Na altura, a criação de uma versão ?limitada? do Google especificamente para a China foi alvo de grandes protestos, tendo sido considerada uma cedência ao regime totalitário. Aquando do lançamento do site censurado, a RSF criticou o Google, acusando-o de permitir a interferência do governo chinês na liberdade de expressão e de informação, sendo o bloqueio do Google.com a prova disso mesmo. A mesma organização revela que a censura afecta outras centenas de sites, entre os quais o da Amnistia Internacional, o Technorati e o da enciclopédia virtual Wikipédia.
A RSF vai ainda mais longe sublinhando, em comunicado, que o governo de Pequim utiliza software de alta tecnologia no controlo dos acessos à web, usando ferramentas produzidas por multinacionais de renome, com a desculpa de apenas o fazer para proteger os jovens dos conteúdos violentos e pornográficos.
Links relacionados Google.com RSF Google.cn Amnistia Internacional Technorati Wikipédia
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