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Chocolate mais estimulante do que um beijo
 publicado em 2007-04-20 15:41:21

Uma experiência científica revela que comer um pedaço de chocolate tem um efeito mais estimulante e duradouro no ritmo cardíaco e no cérebro do que dar um beijo apaixonado.
Chocolate mais estimulante do que um beijo

A fazer fé num estudo científico, agora divulgado, parece que nem o beijo mais apaixonado de sempre consegue pôr o coração a bater tão depressa quanto a sensação de ter um pedaço de chocolate a derreter na língua.

A conclusão é tão insólita que até os cientistas ingleses, responsáveis pela investigação, ficaram surpreendidos.

Contudo, os resultados não deixam margem para dúvidas: um bocado de chocolate a derreter-se na boca tem um efeito estimulante mais forte, e mais duradouro, no cérebro e no ritmo cardíaco, do que um beijo de amor.

Para o concluir, a equipa inglesa testou pares de namorados (num total de 12 voluntários) em ambas as situações - a beijar-se e a comer chocolate - enquanto monitorizava o seu ritmo cardíaco e ondas cerebrais.

A experiência foi liderada por David Lewis, antigo investigador da Universidade de Sussex, no Reino Unido, que actualmente dirige o Mind Lab, um centro de investigação privado, financiado por empresas da indústria alimentar.

"Estes resultados surpreenderam-nos e intrigaram-nos verdadeiramente", declarou Lewis, citado pela BBC News.
"Já esperávamos que o chocolate, especialmente o chocolate preto, aumentasse o ritmo cardíaco, uma vez que ele contém algumas substâncias muito estimulantes", explicou. Mas "os seus efeitos a nível cerebral foram uma surpresa para nós", sublinhou.

Aos voluntários foi pedido que colocassem um pedaço de chocolate preto na boca e, sem mastigar, indicassem o momento exacto em que ele começava a derreter.
Os resultados mostram que nesse momento todas as regiões recebem um estímulo intenso, que fica claramente registado no electroencefalograma.
O chocolate também acelerou o ritmo cardíaco, como se previa, e em alguns voluntários o número de batimentos cardíacas por minuto passou de 60 para 140.

Na segunda parte da experiência, foi pedido aos casais que se beijassem como habitualmente.
Apesar de se ter verificado que também nesta situação os registos cardíacos e o electroencefalograma revelavam aceleração cardíaca e um aumento da estimulação cerebral, os resultados ficaram aquém dos efeitos provocados pelo chocolate, mais fortes e prolongados (nalguns casos, quatro vezes mais duradouros).

Sue Wright, psicóloga, explicou à BBC News que "o chocolate contém feniletilamina, que pode elevar o nível de endorfinas, as substâncias ligadas à sensação de prazer no cérebro".

Mas perante tamanha diferença, é caso para questionar até que ponto foram os beijos de laboratório realmente escaldantes.






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