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Cientista português isola genes passíveis de provocar a doença
publicado em 2005-08-05 09:12:11
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Uma equipa de cientistas liderada pelo português Carlos Caldas conseguiu reduzir a quatro genes a busca pelo gene responsável pelo cancro da mama. A próxima etapa da investigação vai ser descobrir esse gene, «uma tarefa meticulosa e difícil».
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É considerado um avanço científico revolucionário que representa, também, uma nova esperança no combate ao cancro da mama.
Uma equipa de cientistas da Universidade de Cambridge, Inglaterra, orientada pelo cientista português Carlos Caldas, conseguiu isolar um grupo de quatro genes, entre os quais estará o gene responsável pela doença.
«Sabíamos já há muitos anos que há um fragmento do cromossoma 8, que é um dos pares de cromossomas humanos, que estava envolvido no cancro da mama. Mas o cromossoma 8 tem centenas de genes e para tentar descobrir qual o gene ou genes implicados levaria anos», explicou à TSF, o cientista português.
«Com os desenvolvimentos que vieram com o projecto do genoma humano, a tecnologia do DNA possibilita observar centenas ou mesmo milhares de genes numa experiência única», avançou.
Esta situação, diz Carlos Caldas, permite «analisar DNA de tumores e interrogar o DNA dos tumores para determinar os genes que estão alterados».
Foi com esta tecnologia que a equipa conseguiu chegar apenas a quatro genes, sendo que um dos quatro será, provavelmente o responsável pelo desenvolvimento e progressão do cancro da mama «nos doentes que têm mais cópias do gene no cromossoma 8», explicou Carlos Caldas.
O cientista assume que esta é uma descoberta muito importante, mas salienta que o tratamento da doença com base nesta descoberta ainda vai demorar alguns anos.
O próximo passo na investigação será agora tentar identificar qual dos quatro genes é o responsável pelo cancro da mama, «uma tarefa meticulosa e difícil», diz Carlos Caldas.
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