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Cientistas confirmam nova espécie de leopardo
publicado em 2007-03-16 17:20:02
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A WWF confirma que a nova espécie de leopardo nebuloso (Neofelis diardi) vive num santuário selvagem na zona central da ilha do Bornéu onde, em 2006, foi identificada a maior parte das 52 novas espécies de animais e vegetais.
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O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) anunciou que o leopardo que vive na ilha do Bornéu, pertence a uma nova espécie de felino. Identificado há já algum tempo nestas paragens, cientistas do National Cancer Institute, dos Estados Unidos, estão seguros da existência de «diferenças comparáveis» entre o leopardo nebuloso do Bornéu (Neofelis diardi) e o leopardo nebuloso (Neofelis nebulosa), sub-espécie dos Felidae , que inclui os tigres, leões, leopardos e ainda os leopardos das neves.
Os peritos crêem que a população da nova espécie divergiu do seu ramo principal há 1.4 milhões de anos. Estas conclusões são sustentadas nos testes genético entretanto realizados e que «indicam claramente que o leopardo (ou pantera) nebuloso do Bornéu deverá ser considerado uma espécie aparte», mencionou Stephen OBrien, responsável pelo Laboratory Genomic Diversity. «Os testes de ADN deram luz a pelo menos 40 diferenças marcantes entre as duas espécies».
Os testes genéticos incidiram nas variantes geográficas do leopardo nebuloso e nos diferentes padrões, formas e coloração do pêlo. À WWF, Andrew Kitchener, do departamento de Ciências Naturais do Museu Nacional da Escócia confirmou que, de facto, os peritos estavam «comparar duas espécies distintas». «É incrível como ninguém conseguiu reparar nestas diferenças».
O leopardo nebuloso continental está coberto de manchas irregulares com rebordo negro e o interior pardo. Comparativamente com o leopardo do Bornéu, a cor é mais viva e tem pequenas manchas escuras.
Estima-se que a população de panteras nebulosas do Bornéu possa rondar os 8 a 18 mil exemplares.
Actualmente, e segundo dados da IUCN, os leopardos nebulosos estão identificados como um espécie em vias de extinção. Só pelo facto de «o maior predador do Bornéu ser agora considerado uma espécie distinta, enfatiza a chamada de atenção para a conservação do "Coração do Bornéu"», defendeu Stuart Chapman, responsável pelo programa com o mesmo nome - "Heart of Borneo". Esta região montanhosa selvagem está situada no centro da terceira maior ilha do mundo onde, no ano passado, foi identificada a maior parte das 52 novas espécies.
Informação Adicional: WWF WWF: Heart of Borneo National Cancer Institute Laboratory Genomic Diversity
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