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Cientistas criam sensor tão eficaz como mão humana
publicado em 2006-06-14 00:38:29
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Investigadores norte-americanos criaram um sensor táctil que, garantem, é tão eficaz como um toque da própria mão. A invenção poderá ter aplicações cirúrgicas.
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É um sensor com alto grau de sensibilidade, que usa um filme muito fino, composto por camadas de metal e de nanopartículas semicondutoras, com eléctrodos em cima e em baixo.
O trabalho foi desenvolvido por investigadores da Universidade do Nebraska, nos Estados Unidos, e publicado a semana passada na revista Science. "Actualmente, os sensores tácteis existentes são frustrantes porque têm resolução de milímetros", explicou Ravi Saraf, um dos autores do projecto. "A resolução do tacto dos dedos humanos é de cerca de 40 microns, metade do diâmetro do cabelo humano", revelou ainda o cientista. Quando outra superfície toca no filme, qualquer pressão comprime as camadas de partículas, levando a que a corrente do filme mude e que seja emitida luz das partículas, criando um efeito "eletroluminescente". A luz produzida é detectada por uma câmara. "Conseguimos fazer um equipamento de forma a que a corrente mude, e em que se consegue exactamente a luz proporcional à pressão aplicada", disse Saraf.
Para demonstrar a alta sensibilidade do equipamento, o cientista pressionou uma moeda de um centavo de dólar no robô. O sensor revelou as rugas das roupas do presidente Lincoln e as letras TY de "liberty", inscritas na moeda. O filme é sensível, mas forte o suficiente para ser usado repetidamente.
"Temos esperança de que, sendo o tacto como o de um dedo humano, possa ter aplicações como cirurgias minimamente invasivas, nas quais os médicos possam 'tocar' os tecidos nas operações e saber se são cancerosos ou anormais, o que aumentaria o sucesso destas operações", afirmou Saraf.
Para o especialista em robótica Ricard Crowder, da Universidade de Southampton, que comentou este trabalho num artigo da revista, "este sensor único pode provar ser um avanço tecnológico chave no progresso da robótica e das cirurgias de mínimo acesso".
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