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Para tentar compreender o «déjà vu», um grupo de cientistas da Universidade de Leeds, na Inglaterra, tentou criar, de modo artificial, esta sensação. Os resultados, publicados na revista científica New Scientist, ajudam a perceber melhor alguns dos funcionamentos básicos da memória humana. De acordo com a pesquisa, o «déjà vu» pode ser provocado de forma independente, sem necessidade de uma memória real para o accionar. Dois processos cruciais ocorrem quando uma pessoa reconhece um objecto ou cena familiares. Primeiro, o cérebro procura na memória algo semelhante aos conteúdos observados. Em caso de resposta afirmativa, outra parte do cérebro identifica o objecto ou acontecimento como sendo recorrente. O «déjà vu» ocorre quando a resposta é dada como sendo um engano. Explorando esta teoria de dois passos, a equipa de cientistas mostrou a um grupo de voluntários 24 palavras comuns. Depois de os hipnotizarem, os investigadores informaram o grupo de estudo que quando estivessem diante de uma palavra numa moldura vermelha a reconheceriam como sendo familiar. As apresentadas numa cartolina verde, pertenceriam à lista original de 24 palavras.
Dez pessoas do grupo de estudo afirmaram ter experimentado uma estranha sensação quando viram novas palavras em vermelho e outros cinco advogaram que esta sensação se parecia com um «déjà vu». Ou seja, o cérebro pode realmente fabricar esta sensação. Akira O'Connor afirmou que as descobertas lançam uma luz intrigante sobre os casos de «déjà vu» e o «modus operandi» da memória humana. «Isso informa-nos que é possível dissociar de forma experimental estes dois processos, o que é realmente importante para estabelecer que são, de facto, separados», explicou a cientista. Links Relacionados Artigo na New Scientist Déjà vu - Wikipedia Notícias relacionadas:
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