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Coca-Cola cria 'YouTube' particular
publicado em 2006-07-18 14:47:13
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Se inicialmente a Coca-Cola, tal como outras grandes empresas, via nos sites de comunidade uma grande dor de cabeça, agora parece ter mudado de estratégia. Se não podes vencê-los junta-te a eles, terão pensado, antes de decidir adaptar o conceito aos sites institucionais da marca.
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Se, ainda recentemente, os responsáveis pelos destinos da Coca-Cola se mostraram desagradados com os vídeos que circulavam no YouTube, protagonizados pelas suas bebidas, agora decidiram mudar de estratégia, revela a Adweek. O fabricante de refrigerantes reformulou os sites Coke.com e Coca-Cola.com, transformando-os num palco virtual, onde os seus potenciais clientes podem dar largas à criatividade.
Até aqui a empresa sediada em Atlanta usava ambas as páginas para divulgar informações institucionais acerca do grupo, e direccionar os utilizadores para sites de comunidade co-relacionados, como o MyCoke.com ou o MyCokeRewards.com. Agora, quem visita os dois sites principais da Coca-Cola pode participar no "The Coke Show", onde todos os meses será lançado um novo desafio para testar a imaginação dos cibernautas. O primeiro repto, a decorrer durante todo o mês de Agosto, é o de enviar pequenos vídeos que podem não estar relacionados com a marca ou com os seus produtos. A única condição é que, em 45 segundos de filme, os utilizadores exprimam "a sua essência". Inicialmente, os vídeos serão votados pela comunidade, numa escala de 1 a 10, e depois por um grupo de realizadores profissionais.

| Decididamente, a poderosa empresa parece ter aprendido a lição sobre o poder da criatividade individual com os vídeos que correram a web, onde duas pessoas ensinavam a fazer um géiser caseiro com Diet Coke e Mentos.
Confrontado com a "obra de arte", um responsável da empresa afirmou ao "The Wall Street Jounal" que o vídeo era "divertido", mas pouco consentâneo com a imagem da marca.
Com os novos sites (disponíveis em 28 versões 'geográficas'), a empresa garante querer ouvir os consumidores em vez de tentar impor a sua mensagem, sem receber feedback, garantiu Andras Kallos à Adweek.
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