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Coordenador da PJ de Portimão demitido
publicado em 2007-10-02 20:40:46
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O director da Polícia Judiciária de Portimão e responsável pela investigação ao caso Madeleine McCann, Gonçalo Amaral, foi demitido das funções que exercia, segundo confirmou à TSF o director nacional da PJ, Alípio Ribeiro. A notícia foi avançada pelo Expresso on-line.
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Gonçalo Amaral «cessou a comissão de serviço» depois de ter acusado a polícia britânica, em declarações ao Diário de Notícias, de estar a investigar «unicamente» pistas e informações «trabalhadas» pelos pais da menina desaparecida no Algarve a 3 de Maio.
O afastamento do responsável pelo caso Maddie «foi uma decisão tomada pela direcção nacional» da PJ, assegurou o próprio director nacional Alípio Ribeiro, em declarações à TSF, à margem da conferência internacional sobre «Guerras, Mulheres e Direitos», em Lisboa.
Alípio Ribeiro escusou-se a explicar os motivos desta demissão que surge depois de declarações polémicas de Gonçalo Amaral.
O até agora responsável pelo Departamento de Investigação Criminal de Portimão da PJ disse esta terça-feira ao DN que «a Polícia britânica tem estado unicamente a trabalhar sobre aquilo que o casal McCann pretende e lhe convém».
Este comentário refere-se à notícia dos jornais ingleses sobre um mail anónimo enviado para o site oficial do príncipe Carlos que acusa uma ex-empregada do Ocean Club, de onde desapareceu Maddie, de ter raptado a menina por vingança.
Gonçalo Amaral afirmou que esta hipótese «não tem qualquer credibilidade para a Polícia portuguesa» e por isso está «completamente posta de parte».
A polícia inglesa «tem vindo a investigar dicas e informações criadas e trabalhadas pelos McCann, esquecendo-se que o casal é suspeito da morte da sua filha Madeleine», acrescentou.
O Ocean Club «está situado na Praia da Luz e não em Londres, o que significa que tudo o que diga respeito ao aldeamento e respectivos funcionários já foi ou está a ser investigado pela Polícia Judiciária», lembrou.
Gonçalo Amaral garantiu que não será um «e-mail, ainda por cima anónimo, que é fácil saber de onde partiu, que vai distrair a linha de investigação» da PJ.
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