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Cruz desvaloriza carta com denúncias
publicado em 2005-10-14 17:00:16
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Carlos Cruz, arguido no processo Casa Pia, desvalorizou esta sexta-feira uma carta anónima apresentada pela defesa de Carlos Silvino, acusando-o de ter sido «apanhado» de carro na década de 80 com um menor que iria levar a Elvas.
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O advogado de defesa de «Bibi», José Maria Martins, apresentou hoje em tribunal uma carta anónima que refere que o apresentador de televisão foi mandado parar, entre 1981 e 1983, pela Brigada Fiscal nas portagens de Sacavém, no início da Auto-estrada do Norte, quando conduzia um carro de matrícula estrangeira.
Fontes ligadas ao processo relataram que José Maria Martins solicitou ao colectivo de juízes, presidido por Ana Peres, a junção da carta ao autos e que fosse pedido à Brigada Fiscal um cópia do expediente da altura, também para juntar ao processo em julgamento.
Em declarações à agência Lusa, Carlos Cruz «aplaudiu» o requerimento de José Maria Martins e disse que «gostaria de o subscrever no sentido de ser entregue no tribunal cópia dos autos da altura da Brigada Fiscal da GNR para esclarecer a verdade sobre este episódio», mas que essa era uma decisão dos seus advogados.
De acordo com a carta anónima hoje lida em tribunal por José Maria Martins, Carlos Cruz conduzia na altura em que foi mandado parar um BMW azul, estaria acompanhado por um menor e terá dito aos elementos da Brigada Fiscal que o ia levar a Elvas.
À saída da 94ª sessão do tribunal, Carlos Cruz disse lembrar-se de um episódio no género, passado em 1980/1981, quando conduzia um BMW com matrícula norte-americana, garantindo que era acompanhado pelo seu irmão mais velho e não por menor algum e que ia a caminho de Torres Novas para uma visita à mãe.
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