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Descobertas novas espécies de peixes e algas no mar das Caraíbas
publicado em 2006-02-15 16:15:43
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Cientistas norte-americanos descobriram um novo mundo submarino no mar das Caraíbas, mas alertam que este se encontra ameaçado pelas actividades petrolíferas que decorrem nas proximidades.
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Cientistas da associação ambientalista «Conservação Internacional» (CI) e do Museu de História Natural garantem ter confirmado a existência, no mar das Caraíbas, de espécies marinhas que ainda não se encontravam classificadas. A descoberta foi a conclusão de uma expedição de duas semanas, realizada em Janeiro, ao atol de Saba Bank, financiada pelo Governo holandês, pelo Royal Caribbean?s Ocean Fund e pela CI. Situado no topo de uma enorme montanha submersa, coberta de corais, o terceiro maior atol do mundo encontra-se a cerca de 250 quilómetros a sudeste de Porto Rico, nas ilhas holandesas de Barlovento. Na expedição, em que participaram 13 cientistas, apoiados por pescadores da zona e por três navios preparados para o efeito, foram identificadas 200 novas espécies de peixes, algas e de outras formas de vida, entre elas duas novas espécies de caboz, comparadas com as 50 conhecidas anteriormente. «Descobrimos literalmente uma nova espécie por dia», conta Michael Smith, director do projecto Biodiversidade das Caraíbas, da CI, numa nota divulgada pelas instituições. Mark Littler, um botânico marinho do Museu de História Natural da Instituição Smithsonian, nos EUA, afirmou que durante os seus mergulhos encontrou paisagens comparáveis a «mini florestas tropicais». Entusiasmados com a diversidade de plantas marinhas aí encontradas, os investigadores relataram ter nadado por entre algas vermelhas, verdes e castanhas, algumas semelhantes a fetos, outras com vários metros de altura. «Temos trabalhado ao longo de todo o Caribe e temos encontrado áreas que são verdadeiros centros de biodiversidade, mas esta descoberta excede todas as outras. É um enorme sistema», garantiu o mesmo especialista, que se dedica ao estudo de algas por todo o mundo há 30 anos.

| A associação de defesa do ambiente alerta, contudo, para o facto de este tesouro de biodiversidade se encontrar ameaçado pelas actividades petrolíferas, que também põem em perigo a economia dos habitantes da região. Um centro de cargas e descargas de petróleo situado na Ilha de St. Eustatius, próxima do atol, causa um tráfego marítimo significativo, nomeadamente de superpetroleiros. O frágil ecossistema de Saba está a ser danificado pelas âncoras e pelas correntes dos navios que estacionam no atol para evitar pagar as taxas de ancoragem em St. Eustatius. Para os autores da descoberta, a esperança reside na hipótese de o território ser considerado Área Marítima Particularmente Sensível (PSSA, na sigla em inglês), pela Organização Marítima Internacional (IMO), graças à riqueza da sua vida marinha e à situação vulnerável em que o leito de coral se encontra. Em Março, a Marinha holandesa pretende lançar uma nova investigação de seis semanas ao local, através do navio «HNLMS Snellius», equipado com sonares.
Links Relacionados: Press-Release da CI
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