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Com aproximadamente um metro de diâmetro e sete quilos de peso, à «maior flor do mundo» também se poderia associar o epíteto de «a mais bela», não fosse o seu odor desagradável. A planta imita o cheiro da carne pútrida para atrair as moscas para a polinização. É uma espécie parasita, evita o processo de fotossíntese, e vive do tecido, caule ou raízes das árvores tropicais, alimentando-se dos seus nutrientes. Uma equipa de investigadores norte-americanos conseguiu agora descobrir a que família botânica pertence este exuberante exemplar. Os peritos começaram por analisar o código genético do grupo das plantas Rafflesiaceae , na qual se incluem mais 50 espécies diferentes. Devido às suas especificidades - não apresenta raiz, folhas ou caule -, os cientistas tiveram dificuldade em classificar a flor num grupo específico dentro das Rafflesiaceae . Porém, a investigação do seu ADN revelou que o exemplar pertence à família das Euphorbiaceae (na qual se incluem a seringueira ou a mamona), que curiosamente são plantas bem mais pequenas. Este estranho espécime, que pode ser encontrado no chão das selvas do sudeste asiático, é proveniente de uma família de plantas muito antiga conhecida pelas suas flores, algumas das quais com apenas uns milímetros de diâmetro. Os botânicos acreditam que o mistério do seu tamanho anormal poderá ser explicado pelo seu ritmo de evolução acelerado. Citado pela revista Science, Charles Davis, professor assistente da biologia evolutiva na Universidade de Harvard e um dos autores da pesquisa, explicou que o seu tamanho se deve à necessidade de polinização. «O tamanho significa que elas também se transformam num eficaz sinal de paragem obrigatória para atrair as moscas para dar início ao processo de polinização da planta» . Trata-se pois de um verdadeiro poder de atracção pelo tamanho, cor e cheiro. Tudo em prol da sobrevivência da espécie. Saliente-se que a flor mais alta do mundo é a Titan Arum, e pode chegar a atingir 3 metros de altura. Tal como a Rafflesiaceae, cheira a carne podre, mas não pertence à mesma família botânica. Informação Adicional: Science Universidade de Harvard Rafflesiaceae Euphorbiaceae Notícias relacionadas:
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