|
A façanha foi conseguida com o potente telescópio Spitzer e, a ser confirmado, parece ser muito «provavelmente, o primeiro indício da existência» das primeiras luzes do Universo, revelou Alexander Kashlinski, um dos cientistas envolvidos na descoberta e astrónomo no Centro Espacial Goddard, da NASA. Estas estrelas estarão associadas aos acontecimentos que culminaram na formação da vida. Por esta razão a descoberta está a suscitar a atenção dos astrónomos e cientistas. Em comunicado, a equipa liderada por Goddard sustenta que este brilho deverá ser proveniente das estrelas da denominada "População III", uma classe de objectos celestes que se formaram antes de todas as outras estrelas. A descoberta foi conseguida com a utilização das câmaras de infra-vermelhos do Spitzer apontadas para a constelação Draco durante 10 horas consecutivas. Pelo facto de estarem muito distantes, estas estrelas não podem ser observadas directamente, mas a luz que emitem pode ser captada milhões de anos depois por meio da radiação cósmica infra-vermelha. Segundo Alexander Kashlinski, as imagens reveladas pelo Spitzer assemelham-se à visão que temos de uma cidade quando viajamos de avião, à noite. Imaginar que, em pleno século XXI, se conseguiu detectar o brilho emanado por estrelas formadas há, pelo menos, 200 milhões de anos, depois do Big Bang, é no mínimo surpreendente. Foto: NASA/JPL-Caltech/A. Kashlinsky (GSFC) Informação Adicional: Comunicado: Spitzer Press Room Spitzer Estrelas População III (Portal do Astrónomo) Notícias relacionadas:
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||




Existe(m) 1 comentário(s) a esta notícia.
Comentário: Fico surpreendido por alguns cientistas ainda utlizarem termos como: "No início dos tempos", "Quando tudo começou", "O primeiro indício de existência", etc.