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Direcção entrega contestação ao encerramento esta segunda-feira
publicado em 2007-04-23 14:14:03
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A direcção da Universidade Independente vai entregar, esta segunda-feira, à tutela a refutação ao despacho de encerramento compulsivo determinado por Mariano Gago. A instituição criticou ainda a forma como o relatório do ministério foi realizado.
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A direcção da Universidade Independente (UnI) espera entregar, esta segunda-feira, ao Ministério do Ensino Superior a contestação ao despacho provisório de encerramento compulsivo determinado pelo ministro do Ensino Superior.
Mariano Gago conferiu, a 9 de Abril, dez dias úteis à universidade para provar a sua viabilidade académica e financeira, contrariando a decisão da tutela de encerramento compulsivo, baseada num relatório da Inspecção-Geral do Ensino Superior que denunciou a «situação calamitosa» vivida na Sides, a empresa que gere a UnI.
Em declarações à TSF, a assessora da UnI anunciou que a direcção da universidade espera reunir ainda esta segunda-feira todos os documentos que provam a viabilidade académica e financeira e as provas de que não existe degradação pedagógica na instituição de ensino superior.
«A degradação pedagógica nunca existiu» na UnI e, como tal, «temos por objectivo concluir todo o processo de refutação até ao final» desta segunda-feira «para conseguirmos entregar» ainda durante este dia «toda a nossa resposta, embora ainda tenhamos» terça-feira «para concluir o processo», disse Maria João Barreto.
A responsável pela comunicação da UnI criticou ainda a forma como foi realizada a inspecção que deu origem ao despacho do ministro do Ensino Superior.
O relatório da Inspecção-Geral do Ensino Superior «peca por ser deficitário na informação», nomeadamente pelo facto de o processo inspectivo ter decorrido num prazo curto, ao contrário do que é normal», começou por criticar.
Maria João Barreto contestou também o facto de os inspectores terem entrevistado «pessoas estranhas à instituição» e não terem falado com professores, alunos e funcionários, no âmbito da recolha de depoimentos.
A assessora da UnI acrescentou ainda que o relatório dos inspectores se baseou em «trabalhos jornalísticos que não reflectem a integridade da vida interna» daquela instituição de ensino superior.
«Estamos a criticar a forma como o ministério conduziu o processo, porque o consideramos subjectivo na forma e nos resultados», sublinhou.
A crise na Universidade Independente arrasta-se desde 26 de Fevereiro, com suspeitas de fraude, burla e gestão danosa, tendo-se verificado, desde essa altura, reviravoltas sucessivas no controlo da universidade e da Sides.
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