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Pelo menos é o que revela um estudo recente, publicado pela revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences. A investigação vem dar razão aos pais que dizem aos filhos para não estudarem com a televisão ligada, defendendo que as distracções afectam a aprendizagem, tornando os conhecimentos adquiridos mais difíceis de usar no futuro. Russell A. Poldrack, professor de psicologia da Universidade da Califórnia em Los Angeles, explica porquê: "Mesmo que alguém possa aprender quando está distraído, o modo como aprende torna o conhecimento menos eficiente e útil". A equipa de investigadores distingue entre duas formas de o cérebro apreender: Uma, chamada aprendizagem declarativa, envolve o lobo temporal medial, e lida com a aprendizagem de factos activos que podem ser recordados e usados com grande flexibilidade. Outra, envolve o striatum (parte do cérebro associada ao prazer), e é chamada aprendizagem por hábito. Para memorizar um número de telefone, por exemplo, pode usar-se simplesmente a aprendizagem declarativa e recordá-lo sempre que necessário. Mas também pode fazer-se por hábito, "marcando o número muitas vezes e, mesmo que não se fixe conscientemente, pode pegar-se num telefone e marcá-lo", afirma o investigador. O problema, segundo o especialista, é que os dois tipos de aprendizagem parecem competir um com o outro, levando a que, quando se está distraído, a aprendizagem por hábito prevaleça sobre a declarativa. "Quando uma criança está a tentar aprender novos conceitos, novas informações, a distracção diminui-lhe a capacidade de aprendizagem", o que não significa que o silêncio absoluto seja essencial, já que a música pode torná-la mais feliz, afirmou. O método Os investigadores usaram imagiologia cerebral para analisar partes do cérebro activas quando 14 pessoas estavam a aprender. Foi pedido aos participantes que previssem o tempo a partir de uma série repetida de pistas. Durante parte da aprendizagem, foi-lhes acrescentada uma segunda tarefa em que tinham de contar mentalmente toques sonoros que iam ouvindo, introduzindo assim um elemento de distracção. O resultado mostrou que na aprendizagem de uma única tarefa, o cérebro usa a região associada à memória declarativa, enquanto que na atenção a duas tarefas simultâneas usa a região da memória por hábito. A aprendizagem simultânea das duas tarefas não afectou a capacidade dos participantes de prever o tempo naquele momento, mas reduziu os seus conhecimentos sobre essa tarefa durante uma sessão posterior. Links relacionados Proceedings of the National Academy of Sciences Universidade da Califórnia Notícias relacionadas:
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