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As mensagens de sensibilização foram acompanhadas por um protocolo com uma clínica especializada onde os funcionários têm descontos de cerca de 40 por cento, explica Nuno Pinto Magalhães, assessor da administração, por e-mail. Também no âmbito da Medicina do Trabalho pode ser dado “apoio médico” a quem queira pôr de lado os cigarros. Na SCC ainda se pode fumar em espaços de escritórios onde os trabalhadores que aí trabalham, “por consenso”, o tenham decidido. Para a TMN, que emprega 1200 pessoas, a proibição de fumar nas instalações já é de há três anos, tendo sido acompanhada por uma campanha de sensibilização que passou pela medição, voluntária, dos níveis de monóxido de carbono dos pulmões dos funcionários, feita pelo Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva (INCP), lembra fonte ofi cial da operadora. Ao mesmo tempo, a TMN financiou nessa altura, “numa parte substancial”, programas de desabituação tabágica no INCP ou, em alternativa, numa clínica privada especializada, com quem têm um protocolo. Passados estes anos, e numa altura em que estão a decorrer obras no edifíciomãe, vão “aproveitar” para construir duas salas de fumo. Com ou sem salas de fumo? Na Sonae SGPS há já bastante tempo que não se fuma em gabinetes e open spaces, existindo um local para fumadores. Independentemente da aplicação da nova lei, a partir de 1 de Janeiro serão criadas salas para fumadores com sistemas de ventilação e exaustão apropriados, explica Catarina Fernandes, do Gabinete de Comunicação da Sonae. Na sede da Vodafone, em Lisboa, também houve rastreios, para que tanto fumadores activos como passivos pudessem medir “o seu nível de intoxicação por fumo de tabaco”. Desde 2002 que só se pode fumar no exterior e desde há três anos que têm um protocolo com uma clínica privada, com descontos de dez por cento. Na Real Seguros ainda é possível fumar nos corredores e zonas onde há máquinas de café. Quando o fumo foi restringido a estas áreas, há quatro anos, ofereceram aos 415 trabalhadores a comparticipação em 60 por cento do tratamento de cessação tabágica considerado mais adequado, incluindo os fármacos. Um terço dos 30 por cento dos fumadores da empresa aderiram, explica Ana Cabral, directora de recursos humanos da seguradora com sede no Porto e com 44 delegações. “Mais do que a comparticipação nos tratamentos foi a proibição que teve impacto na redução dos cigarros”. A campanha de comparticipação e sensibilização vai ser retomada em Janeiro, por causa da nova lei, explica. Quanto à criação de salas de fumo, “não há sítio, não vamos mudar de instalações para as criar”, afirma Ana Cabral. Na sua opinião, o mesmo vai acontecer na maioria das empresas, poucas têm espaços livres onde possam instalar zonas de fumo. Este é também o caso da Brisa, explica o porta-voz da empresa, Franco Caruso. Neste momento ainda se pode fumar “em zonas comuns”. A proibição vai ser total e não serão criadas zonas de fumo, os funcionário terão que o fazer “em zonas ao ar livre anexas ao edifício”. Notícias relacionadas:
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