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De acordo com os resultados do estudo, 45 por cento das pessoas recorrem à internet para pedir conselhos sobre a carreira profissional, procurar informações e ajuda sobre determinadas doenças, ou até para comprar casa. O objectivo da investigação, intitulada «A Força das Ligações na Internet» era descobrir se a rede e a troca de e-mails fortaleciam as relações sociais. A resposta parece ser positiva, especialmente em tempos de crise, altura em que as pessoas necessitam de mobilizar as suas redes sociais. Até há bem pouco tempo, pensava-se que a internet fazia com que as pessoas se relacionassem menos. No entanto, este relatório concluiu que os e-mails não substituem as comunicações por outras vias, pelo contrário, complementam-nas. Segundo o sociólogo Barry Wellman, co-autor do estudo, a internet está a criar um novo fenómeno social, que chama de ascensão da rede individualista, em que os utilizadores da tecnologia moderna estão menos ligados a grupos locais e são, cada vez mais, parte de redes geográficas espalhadas. "Isso cria uma nova base para a comunidade. Em vez de dependermos apenas de uma única comunidade para apoio social, os indivíduos procuram activamente e com frequência uma variedade de pessoas e recursos apropriados para diferentes situações", assegurou Barry Wellman. O velho cliché que afirma que é em tempos difíceis que se vê quem são os verdadeiros amigos parece ser tão válido na internet como fora dela. "Actualmente, quando precisamos de ajuda, necessitamos essencialmente de uma grande lista de amigos", advogou John Horrigan, do instituto Pew Internet. Links relacionados: Pew Internet - press-release Pew Internet - estudo Notícias relacionadas:
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