|
|
Estudo: Internet resisitiria a ataques terroristas
publicado em 2006-10-06 13:00:36
|
|
Estudo conduzido pela Universidade do Ohio garante que a Internet continuaria a funcionar ainda que diversos pontos da sua infra-estrutura fossem destruídos simultaneamente, num ataque terrorista.
|
|
Segundo a investigação, a web mundial é à prova de terrorismo, já que um ataque massivo teria apenas consequências na velocidade do tráfego. O estudo da Universidade do Ohio simulou os efeitos de um atentado terrorista ao sistema de internet dos Estados Unidos, e concluiu que este prejudicaria fortemente a estabilidade da internet e causaria a diminuição na velocidade das ligações e no tráfego de dados. Assim, a troca de ficheiros áudio e vídeo poderia ficar comprometida, mas o mesmo não aconteceria com ficheiros "leves", como e-mails ou o download de páginas HTML, cuja troca seria afectada muito superficialmente.
Para levar a cabo este estudo, os investigadores desenvolveram simulações em computador, estudando um modelo simplificado das redes que formam a internet nos Estados Unidos. Usaram cinco dos mais de 30 backbones comerciais do país e três dessas estruturas centrais de distribuição de tráfego que servem a comunidade académica. Em seguida, fizeram simulações de falhas em partes da rede, para ver o que acontecia com as ligações de internet entre 946 pares de cidades. Os resultados variaram de acordo com o número de falhas e as partes dos nós afectadas. Ainda assim, na maioria das cidades, quedas em dezenas de nós específicos não provocaram diferença significativa na estabilidade.

| "A força da internet está nos números. Existem tantas ligações dentro dela que seria muito difícil localizar alvos suficientes, e exactos, para poder provocar danos sérios na estabilidade da rede mundial", garante Morton O’Kelly, um dos autores do estudo e professor de geografia na universidade.
O resultado desta simulação, garante O´Kelly, confirma as expectativas que motivaram a criação de redes de computadores interligadas, no final dos anos 60, a Arpanet, rede que deu origem à actual. Na época, em plena guerra fria, os especialistas americanos desejavam criar uma rede de troca de dados que pudesse escapar ilesa de ataques sistemáticos em caso de guerra.
O investigador ressalva que estes resultados não significam que não seja possível fazer danos consideráveis na web, mas apenas que "essa possibilidade é muito remota". As conclusões deste estudo foram publicados no jornal Environment and Planning B (volume 33).
Mais Informações: Internet reliability with realistic peering.
Notícias relacionadas:
Não existem comentários a esta notícia.
|
|
|
|