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Exames já chegaram e podem levar a detenções
publicado em 2007-09-06 11:28:10
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A Polícia Judiciária (PJ) encontra-se hoje com os pais de Madeleine McCann, perto de Lagos, para lhes fazer um ponto da situação sobre as investigações, um dia depois de ter começado a receber os resultados das análises realizadas em Inglaterra aos vestígios de sangue, cabelos e saliva, encontrados no quarto do resort The Ocean Club, na Praia da Luz, de onde a menina desapareceu na noite de 3 de Maio.
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Ao que o DN apurou, o resultado dos exames deverão levar à realização de importantes diligências ainda hoje e, ao que tudo indica, mesmo a detenções. Isso mesmo foi, aliás, sublinhado ontem pela imprensa britânica, citando fontes da investigação britânica. Entretanto, os investigadores da PJ concentram neste momento esforços de localizar o cadáver da criança, não sendo de descurar a hipótese de o mesmo ter passado por vários locais, entre apartamentos e viaturas.
Mc Cann retidos
Se o casal McCann vier agora a ser constituído arguido no caso do desaparecimento da sua filha Madeleine, ficando sujeito à medida de coacção mínima de termo de identidade e residência , o Ministério Público "poderá obrigá-lo a permanecer em Portugal em nome da eficácia deste complexo processo e para não comprometer a investigação", explicou um advogado contactado pelo DN. É que, explicou, embora o perigo de fuga seja relativo, "qualquer diligência em que se torne necessária a presença dos pais no Algarve obrigará à sua permanente disponibilidade. E em Inglaterra, tal seria mais difícil".
Quem continua a "aguardar "serenamente" pela evolução do processo, agora que terminaram as férias judiciais, é o advogado do luso-britânico Robert Murat, único arguido até ao momento neste processo, que desde o dia 14 de Maio está sujeito à medida de coacção mínima. "Que eu saiba não há qualquer novidade, mas também não temos qualquer problema com o tempo que as coisas estão a demorar. É uma situação que me ultrapassa a mim e ao meu cliente", observou, ontem, em declarações ao DN, Francisco Pagarate.
Apesar de "não estar proibido de abandonar o país", Robert Murat tem preferido manter-se em Portugal "até por uma questão de facilidade e para ajudar o máximo possível as autoridades neste processo. É uma opção dele. O processo demora o tempo que as entidades competentes entendem que há de demorar", sublinhou aquele causídico.
Contudo, quando achar oportuno, Murat "pode ir para Inglaterra", onde se encontra a filha de quatro anos, a viver com a sua ex-mulher. Mesmo na condição de arguido sujeito a termo de identidade e residência, "pode estar lá mais do que cinco dias. Para tal, bastará que indique ao tribunal a sua nova morada para poder ser notificado das decisões tomadas pelas autoridades portuguesas em relação ao processo em que ainda está arguido", explicou Francisco Pagarete.
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