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Pelo que Maisfutebol apurou a Federação não vai avançar com o pedido de recurso para o castigo de um jogo a Deco, submetendo-se à decisão do árbitro. A experiência adquirida em competições deste nível fazem Gilberto Madaíl recuar na manifestação de intenção assumida por Scolari esta manhã. De resto, o próprio presidente da Federação admitiu que «seria difícil alterar a decisão». O facto de Joseph Blatter, presidente da FIFA, ter assumido logo após o jogo que se tinha assistido a uma má arbitragem é também um indicador que o Comité de Disciplina não iria mais além nos castigos ou despenalizações. A Federação já se dá por contente por Luís Figo não ter sido punido pela cabeçada a Van Bommel e, por isso, prefere deixar as coisas como estão. A defesa de Deco seria também difícil de fazer, aos olhos dos responsáveis federativos. Primeiro porque o primeiro amarelo resulta de uma entrada muito dura, já sem bola, e depois porque seria complicado provar que o médio não fez anti-jogo não devolvendo a bola logo após o árbitro ter assinalado uma falta. E os juízes têm sido rigorosos neste aspecto no Mundial. É certo que Deco e Costinha vão, assim, falhar o jogo com Inglaterra. «O Comité de Disciplina reúne-se todos os dias e quando há um jogo em que os jogadores vêem o cartão vermelho pune-os automaticamente com um encontro de suspensão», afirmou ao Maisfutebol o director de comunicação da FIFA na Alemanha Pekka Odriozola. «Depois serão analisadas as situações e mediante a gravidade ou se mantém o castigo ou altera-se para mais jogos», acrescentou. Caso a Federação quisesse pedir a anulação do segundo cartão amarelo a Deco, o organismo que tutela o futebol em Portugal teria de enviar as alegações para o Comité Disciplinar da FIFA: «Não é de esperar que saia uma decisão no próprio dia porque o Comité tem de reunir o relatório do árbitro, ter em atenção as alegações e ponderar a situação. Mas é certo que terá de sair uma decisão antes do próximo jogo. Não se trata de apelar à decisão, mas mais apresentar alegações que possam levar a uma ponderação do castigo para alteração.» Notícias relacionadas:
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