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Apresentando-se como «um interface em três dimensões do planeta», o serviço permite ver, por exemplo, residências presidenciais e bases militares em alta resolução, o que preocupa nações susceptíveis de ataques terroristas. «Estamos a considerar propor a aplicação de restrições no acesso a estas imagens, especialmente em edifícios públicos?, afirmou à Reuters um porta-voz das forças armadas tailandesas. Segundo o responsável, o exército tailandês irá discutir esta questão com agências de segurança e telecomunicações antes de tomar qualquer diligência junto da Google e de outras empresas que forneçam serviços semelhantes. As autoridades sul-coreanas também expressaram preocupação com a segurança, alimentadas pelo eterno conflito com a Coreia do Norte, e um porta-voz do exército do Sri Lanka condenou a facilidade com que se pode aceder a imagens pormenorizadas de instalações e edifícios importantes. «Poderá constituir uma ameaça considerável à segurança nacional», afirmou. Considera, no entanto, que o exército tem de se adaptar à realidade e aceitar o facto de hoje em dia ser possível encontrar quase tudo na internet, incluindo instruções para fabricar engenhos explosivos. «É algo com que teremos de viver», sublinhou. O departamento de Defesa australiano, por sua vez, anunciou estar a tomar as diligências necessárias para «gerir a ameaça», sem revelar pormenores. A ANSTO (Australian Nuclear Science and Technology Organisation), responsável pelo único reactor nuclear do país, considera, pelo contrário, que as imagens fornecidas pelo Google não constituem um risco para a segurança do país. As imagens por satélite disponibilizadas pelo Google têm sido bastante utilizadas pelos media para revelar os danos causados pelo furacão Katrina, e pelas autoridades que coordenam as operações de ajuda e resgate nas zonas devastadas. Notícias relacionadas:
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