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Durante uma visita à feira de agro-pecuária Ovibeja, em que acompanhou o Presidente da República, o ministro da Agricultura realçou que «o problema é gravíssimo». Numa referência ao relatório quinzenal da seca, que está a partir de hoje disponível "online", Jaime Silva adiantou que as últimas indicações dão conta que «63 por cento do território nacional» está em seca «severa» ou «extrema». «Esse valor já chegou aos 80 por cento e, agora, está nos 63 por cento. A situação varia e a seca 'severa' ou 'extrema' é muito localizada, pelo que os apoios e as linhas de crédito que hoje venho anunciar têm de ir para as regiões mais afectadas», frisou. Uma das linhas de crédito destina-se à alimentação animal, o sector que o governante considerou ser «o mais penalizado». «É um sector prioritário, pois as pastagens e as forragens de Inverno não existiram e os cereais semeados, provavelmente, vão servir como pastagens", destacou, adiantando ainda que essa linha de crédito destina-se ao Alentejo e vai ter uma bonificação a cem por cento. As culturas perdidas noutras regiões do país, disse, referindo- se aos casos da batata e dos citrinos, são alvo de uma outra linha de crédito. «A colheita dos citrinos foi perdida e, quem conhece essa cultura, sabe que os prejuízos estendem-se, não a um ano, mas também aos dois anos seguintes», realçou. A terceira linha de crédito anunciada por Jaime Silva incide no abeberamento dos animais e nos furos, devendo o Governo discutir estas medidas «já na próxima semana», para que sejam «votadas e decididas rapidamente». Além deste novo «pacote» de apoios, o ministro da Agricultura enumerou ainda as medidas que o Governo tem vindo a tomar para fazer face à seca, desde que tomou posse, e as adoptadas pelo anterior executivo de coligação PSD/CDS-PP, para realçar, de seguida, os constrangimentos orçamentais que existem em Portugal. Notícias relacionadas:
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