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Internet
Governo nega que aumento sirva para financiar Saúde
 publicado em 2006-03-07 16:16:32

Perante as criticas da oposição que acusam o governo de aumentar as taxas moderadoras para financiar o Sistema de Saúde, o secretário de Estado garante que este aumento tem por objectivo regular o acesso à utilização de cuidados de saúde e de fazer a actualização regular destas taxas.
Governo nega que aumento sirva para financiar Saúde

Em conferência de imprensa, Francisco Ramos disse que, apesar do aumento de 23 por cento nas urgências, o valor médio do aumento das taxas moderadoras é de apenas 2,4 por cento e está em linha com o valor da inflação previsto para este ano (2,3 por cento).

O governante sublinhou também que a actualização das taxas moderadoras tem vindo a ser adiada e já devia ter sido feita há dois anos.

O secretário de Estado rejeitou a ideia de que o aumento das taxas moderadoras possa servir para financiar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), já que representa apenas 0,5 por cento do total da despesa. «O seu papel é nulo ou perto disso», declarou.

Isenções mantêm-se

Relativamente ao aumento de 23 por cento nas taxas moderadoras das urgências dos hospitais centrais (um dos 373 itens da tabela incluída na portaria publicada hoje), o secretário de Estado disse que o objectivo é mostrar que as urgências não são solução para todos os problemas de saúde.

«O aumento maior nas urgências deve ser entendido como um sinal de que as urgências hospitalares não são a forma mais adequada de aceder aos cuidados de saúde», acrescentou o secretário de Estado.

No entanto, sublinhou, mantêm-se todas as isenções «que abrangem cerca de metade dos portugueses», como as grávidas, crianças e a maioria dos idosos.

Francisco Ramos disse que as pessoas vão às urgências por ausência de alternativas adequadas, mas frisou que o Governo tem em curso um programa que prevê a criação dessas alternativas, nomeadamente através da requalificação dos serviços existentes, da criação de unidade de saúde familiares, de um programa de cuidados a idosos e de uma linha telefónica de atendimento.

Aumento incompreensível e exagerado, dizem utentes

Além dos partidos da oposição, o Movimento dos Utentes da Saúde (MUS) também está contra este aumento, considerando-o «incompreensível» e «exagerado».

«Este aumento é incompreensível e injusto e não vai resolver o problema dos hospitais, mas antes dificultar o acesso das pessoas à saúde», disse Santos Cardoso.






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