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GP Austrália: Tiago Monteiro terminou em 16º
 publicado em 2005-03-06 07:08:51

Tiago Monteiro, o piloto português que hoje se estreou na Fórmula 1, terminou o Grande Prémio da Austrália em 16º lugar, o penúltimo da classificação. A primeira prova do Mundial de 2005 foi ganha pelo italiano da Renault Giancarlo Fisichella. O campeão mundial Michael Schumacher desistiu, na corrida que marca o regresso de Portugal à prova automóvel por excelência, nove anos depois da presença de Pedro Lamy na modalidade.
GP Austrália: Tiago Monteiro terminou em 16º

Ao terminar a prova em 1:24.17,336 horas, à média de 215,167 km/h, Fisichella alcançou no circuito de Albert Park, em Melbourne, a sua segunda vitória na Fórmula 1, numa corrida em que a Renault colocou os dois pilotos no pódio, pois o espanhol Fernando Alonso foi terceiro, a 6,712 segundos do companheiro de equipa. O segundo lugar foi para o brasileiro da Ferrari, Rubens Barrichello.

Quanto a Tiago Monteiro, ficou muito satisfeito com a sua prestação, tendo alcançado o seu objectivo de terminar a corrida. "O meu objectivo, e da equipa, desde o inicio era acabar a prova. Por outro lado, estou também muito satisfeito com a quantidade enorme de informações que ganhámos neste fim-de-semana", salientou, em declarações à Lusa.

"Sobretudo a nível de afinações e de electrónica, acho que há aqui muito que trabalhar. Nesta corrida, só nas últimas 10 voltas é que tive o carro bem equilibrado. Antes foi complicado aguentar o carro na pista, porque estava desequilibrado", acrescentou.

Com a preparação mais atrasada cerca de um mês relativamente às outras equipas participantes na Fórmula 1, a equipa de Tiago Monteiro, a Jordan Grand Prix, conseguiu que os seus dois pilotos - o outro é o indiano Nairn Karthikeyan, que acabou em 15º lugar -, ambos estreantes, terminassem a prova.

Tiago Monteiro largou da grelha de partida na 14ª posição, tendo no arranque sido ultrapassado por outros três pilotos. A partir da 18ª volta, quando fez a primeira entrada na "box" para reabastecimento, foi ultrapassado pelo seu colega de equipa, mantendo essas posições até ao fim, mesmo quando efectuou um pião à saída da 6ª curva.

Tiago Monteiro defende que subsistem questões técnicas a ultrapassar no âmbito da Jordan Grand Prix. "O pião deveu-se ao facto da traseira estar muito solta. Fiz a corrida praticamente toda assim. O carro não estava muito seguro e eu estava a puxar cada vez mais e nessa curva a traseira fugiu", explicou.

"Só no fim, nas ultimas 10 voltas, e que alterei o diferencial e resultou, equilibrando mais a traseira. Avisei a equipa dos problemas que tinha e eles demoraram algum tempo a dar-me a informação, mas quando o fizeram foi bom", continuou.

Para os próximos grandes prémios, Malásia e Bahrein, Tiago Monteiro considera que as perspectivas são de continuar a aprender, trabalhando a informação obtida com a corrida de hoje.

O Mundial de Fórmula segue para o continente asiático, com as corridas da Malásia, dia 20, e do Bahrein, a 3 de Abril, estando marcada a entrada do "circo" da Fórmula 1 na Europa a 24 de Abril, no GP São Marino.

Essa será a altura em que, segundo Tiago Monteiro, a Jordan grand Prix será mais ambiciosa, passando do objectivo de terminar as corridas para ficar à frente de outras equipas. Na corrida de hoje, os dois pilotos da Jordan Grand Prix ficaram à frente dos pilotos da Minardi.

 

 

 

 

Fórmula 1: GP Austrália - Monteiro 16º na segunda vitória de Fisichella

 

Melbourne, Austrália, 06, Mar (Lusa) - O português Tiago Monteiro, em Jordan-Toyota, estreou-se hoje na Fórmula 1 com um 16º e penúltimo lugar no Grande Prémio da Austrália, primeira prova do Mundial de 2005, ganha pelo italiano da Renault Giancarlo Fisichella.

Se Fisichella dominou praticamente todo o fim-de-semana australiano, Alonso fez uma corrida à campeão, uma vez que saiu da sétima linha da grelha, ao lado de Tiago Monteiro, e só perdeu por "milímetros" o segundo lugar para o brasileiro da Ferrari Rubens Barrichello na saída da segunda paragem nas "boxes".

Ao contrário dos pilotos da Renault, o alemão da Ferrari Michael Schumacher, heptacampeão do Mundo, detentor do título e vencedor na Austrália no ano passado, só pode lamentar o que lhe aconteceu em Melbourne.

Após largar da última linha, devido às novas regras da qualificação - hoje optou por trocar de motor, após sábado ter sido muito prejudicado pela chuva -, andou sempre pelo meio do pelotão e desistiu na 42ª volta após um toque no Williams-BMW do seu compatriota Nick Heidfeld.

Enquanto Fisichella aproveitava a "pole position" para assumir a liderança da prova, na cauda do pelotão, Tiago Monteiro largava melhor que o seu companheiro na Jordan-Toyota, o indiano Narain Karthikeyan, mas ao fim da primeira volta tinha caído do 14º para o 17º lugar.

O português teve, no entanto, honras de transmissão televisiva nos primeiros metros da prova, quando se tentava defender dos ataques de Michael Schumacher e do finlandês Kimi Raikkonen, que saiu das "boxes" após deixar o motor do McLaren-Mercedes "calar-se" na grelha de partida.

O incidente com Raikkonen obrigou mesmo à formação de uma segunda grelha de partida e à redução do Grande Prémio em uma volta, para 57, mas não afectou a concentração de Fisichella nem do escocês David Coulthard, que arrancou como um foguete da terceira linha e colocou o seu Red Bull na terceira posição na primeira curva.

A diferença de andamento entre o início e a cauda do pelotão era impressionante e à terceira volta Tiago Monteiro, ainda no 17º lugar à frente de Narain Karthikeyan, já estava a mais de 20 segundos de Fisichella, enquanto o Ferrari de Schumacher e o McLaren-Mercedes de Raikkonen não subiam dos 15º e 16º postos.

Na frente, Fisichella era seguido, por esta ordem, pelo italiano Jarno Trulli (Toyota), por David Coulthard, pelo australiano Mark Webber (Williams-Renault), por Nick Heidfeld, pelo austríaco Christian Klien (Red Bull), pelo colombiano Juan Pablo Montoya (Williams-BMW) e por Rubens Barrichello.

Mas os dois primeiros iam fugindo aos demais e à 12ª volta Fisichella tinha 2,4 segundos de vantagem sobre o seu compatriota, numa altura em que as posições da corrida estavam estabilizadas, com Tiago Monteiro também ainda à frente do seu companheiro de equipa e apenas os dois Minardi-Cosworth atrás dos Jordan-Toyota.

Os Minardi começaram a ser dobrados na 15ª volta e Coulthard não conseguiu evitar um toque na traseira do carro do austríaco Patrick Friesacher, que rodava em 19º, o que o obrigou a trocar o nariz do Red Bull na paragem na "boxe" para reabastecimento, cinco voltas mais tarde.

Enquanto Monteiro perdia a luta com Karthikeyan na primeira paragem nas "boxes", na 19ª volta, e depois passava a rodar 1,5 segundos mais lento que o indiano, Barrichello herdou o comando na 23ª passagem pela meta, quando Fisichella reabasteceu, mas devolveu-o ao italiano logo na seguinte, quando foi a sua vez de parar.

Após todos pararem, Fisichella tinha atrás de si Coulthard, Webber, Barrichello, Montoya, Trulli, Alonso e Klien, com o espanhol da Renault a comprovar os seus dotes ao ser o mais rápido em pista.

Enquanto Michael Schumacher rodava em 12º, atrás de Raikkonen, à 29ª volta Fisichella tinha 10,4 segundos de vantagem sobre Coulthard, logo seguido de Webber, e na seguinte, quando Monteiro era dobrado pelos primeiros, Alonso subia ao sexto posto, após passar Trulli, que acabaria fora dos pontos após um início prometedor.

O português da Jordan-Toyota esteve em apuros quando fez um "pião" na 36ª volta, seis antes de Michael Schumacher desistir na sequência do toque no Williams-BMW de Heidfeld que deixou os dois monolugares na gravilha: o alemão da Ferrari ainda regressou à pista, com a ajuda dos comissários, mas entrou directamente nas "boxes".

Embora a duas voltas de Fisichella, Monteiro acabou por chegar ao final, que era o seu principal objectivo tendo em conta a sua inexperiência e as limitações dos Jordan-Toyota, numa corrida em que a Renault alcançou a sua 18ª vitória e confirmou-se como uma das favoritas neste início do campeonato.

Barrichello confirmou que o Ferrari F2004M, uma versão modificada da versão do ano passado para respeitar as novas regras, pode ser competitivo e a Red Bull e a McClaren-Mercedes também estiveram em bom plano, ao colocarem ambos os pilotos nos pontos, enquanto Webber conseguiu um bom quinto lugar em casa.






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