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O documento, intitulado "De que forma está preparada a Europa para uma pandemia de gripe? - Análise dos planos nacionais", foi realizado pelos cientistas Sandra Mounier-Jack e Richard J. Coker, do departamento de Saúde Pública da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, a partir de dados disponíveis em Novembro de 2005, com base nos planos nacionais de luta contra uma possível pandemia. Na classificação da preparação dos países para a eventual chegada da doença entre os humanos, Portugal ocupa o último lugar do grupo dos menos preparados, seguido da Polónia, Roménia, Lituânia, Letónia, Itália e República Checa, que obtiveram uma classificação de cerca de 38 por cento, menos 20 pontos percentuais que a média. O grupo dos mais bem preparados, com uma classificação de 70 por cento, é liderado pela França, seguida da Alemanha, Irlanda, Holanda, Suécia, Suíça e Reino Unido. O grupo intermédio das três categorias de países é constituído, por ordem decrescente, pela Áustria, Dinamarca, Estónia, Grécia, Noruega, Eslováquia e Espanha, e obteve uma classificação de 53 por cento. Nos vários critérios analisados, Portugal ocupa o último lugar no que respeita ao planeamento e coordenação, intervenção da saúde pública, na resposta dos serviços de saúde e nos serviços essenciais necessários; e o penúltimo na vigilância e na capacidade de colocar o plano em acção, ficando em todos abaixo dos cerca de 41 por cento. Melhor classificação foi obtida na comunicação - cerca de 60 por cento -, a única área temática que coloca o país no grupo intermédio.
Em termos gerais, o estudo conclui que, embora a preparação em termos de vigilância, planeamento, coordenação e comunicação seja «boa», em Portugal falta a manutenção dos serviços essenciais, a capacidade de pôr os planos em acção e as intervenções da saúde pública são «provavelmente inadequadas». O director-geral da Saúde, Francisco George, já reagiu a estes resultados, afirmando que «a análise feita é superficial e não faz sentido», acrescentando que o estudo foi realizado «sem ter havido sequer um contacto da Direcção-Geral da Saúde». De acordo com Francisco George, «o plano que existia em 2005 já foi substituído e o actual tem sido muito elogiado por algumas inovações que tem». Da mesma forma, a sub-directora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirma, em declarações à TSF, que as conclusões do estudo foram reveladas tardiamente, e que já não reflecte a realidade portuguesa e relação aos planos de prevenção. Recorde-se que, desde 2003, o vírus da gripe das aves infectou 196 pessoas, tendo já matado 110. Links relacionados: Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres Notícias relacionadas:
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