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"Portugal não é um importador de carne de aves, é até ligeiramente exportador, pelo que, a haver importação de França, só se for em linha directa para algum grupo francês que esteja a operar em Portugal", esclareceu João Machado. Para o presidente da CAP, "com o actual controlo da produção nacional, o consumo de aves não levanta problemas de saúde pública, embora se verifique uma quebra de vendas que se irá acentuar mais" face à descoberta da estirpe mais perigosa da gripe em França. "Quanto mais próximo de Portugal for o país em que se descubram aves infectadas, maior será o alarmismo dos consumidores", considerou João Machado, para quem esta "é uma reacção normal em situações de crise". Sublinhando que a gripe das aves só é transmitida por contacto directo, o responsável da CAP afirmou ainda à Lusa que "o importante é acautelar a possibilidade de o vírus entrar nas explorações vindo do exterior". João Machado referia-se à hipótese, ainda por confirmar, de os perus franceses terem sido contaminados com o H5N1 através de palha que entrou na exploração para acondicionar as aves. A detecção, na sexta-feira, da estirpe da doença mais perigosa para os humanos numa exploração com cerca de 11.000 perus em Ain, no Leste da França, representa o primeiro caso de gripe das aves num recinto fechado de aves na União Europeia. Após esta descoberta, o presidente francês, Jacques Chirac, tranquilizou os consumidores garantindo que não existe perigo no consumo de aves e ovos, pois o vírus é destruído automaticamente durante a confecção dos alimentos. Desde que começou a crise, o sector avícola francês sofreu uma quebra das vendas na ordem dos 25 a 30 por cento, o que equivale a cerca de 130 milhões de euros. Notícias relacionadas:
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