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O responsável alertou para os riscos da "utilização indevida de alguns sítios na Internet que são ilegais e que possibilitam a aquisição de medicamentos não legais". Entre os vários riscos que os consumidores de medicamentos adquiridos ilegalmente pela Internet correm consta a ausência de substância activa ou a sua presença numa quantidade não adequada e ainda a possibilidade de os fármacos estarem toxicamente contaminados. Os portugueses já descobriram esta possibilidade há algum tempo, tendo o Infarmed conhecimento de que, inicialmente, eram os medicamentos contra a obesidade e a disfunção eréctil os mais comprados por esta via. Contudo, a autoridade nacional do medicamento identificou "um desvio claro" para outras áreas, como a oncologia, cardiologia e as doenças do sistema nervoso central. Esta aquisição ilegal de medicamentos para áreas tão complexas como estas tem já um "impacto muito significativo", disse Vasco Maria. O presidente do Infarmed garantiu, no entanto, que em Portugal existe um controlo dos medicamentos que tem impedido a existência de fármacos contrafeitos no sistema de distribuição legal. As autoridades portuguesas reconhecem que, tal como nos outros países, estes sites existem, mas ninguém sabe onde. Notícias relacionadas:
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