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«Não me lembro» ou «não recordo nada» foram as palavras que o inspector, um dos responsáveis pela investigação desde que começou o caso Casa Pia, mais utilizou em audiência, o que levou mesmo o advogado Paulo Sá e Cunha, do arguido Manuel Abrantes, a perguntar-lhe se se estava a sentir bem. Vítor Pita lembrou-se que ouviu em inquérito algumas das testemunhas/vítimas e que os responsáveis pela condução do mesmo, Rosa Mota e Dias André, não assistiam, mas esqueceu-se de todos os pormenores em relação a reconhecimentos que fez com as alegadas vítimas. É o caso de idas a uma casa na Avenida das Forças Armadas, a Elvas ou à Feira Popular, à Casa Pia, a Loures, ao Instituto de Medicina Legal, a Vila Viçosa ou à Lourinhã. Neste caso admitiu que foi fazer uma busca domiciliária, embora não se recordasse a quem. A memória de Vítor Pita atraiçoou-o mesmo quanto à data em que entrou para a PJ, tendo que se socorrer da carteira profissional para responder que foi em 2001. A sessão prossegue quinta-feira, às 09:30, com a audição de mais dois inspectores da PJ. Notícias relacionadas:
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