|
|
Investigadora diz que foi pressionada para não prender Cruz
publicado em 2006-05-25 09:51:35
|
|
A coordenadora da equipa policial que investigou o processo Casa Pia disse, esta quarta-feira, em tribunal que foi pressionada pelo director da PJ de Lisboa para demover «de qualquer maneira» o Ministério Público a deter o apresentador Carlos Cruz.
|
|
Na sessão desta quarta-feira, que hoje voltou a ser aberta à comunicação social, Rosa Mota assegurou que o então director da PJ de Lisboa, Artur Pereira, quando já estava passado o mandado de detenção de Carlos Cruz, lhe solicitou «que demovesse de qualquer maneira o Ministério Público de deter» o apresentador.
De acordo com Rosa Mota, o responsável pela Directoria de Lisboa argumentou que, no seu entender, não existiam indícios suficientes para proceder à detenção de Carlos Cruz a 31 de Janeiro de 2003.
Rosa Mota garantiu que se manifestou «veementemente contra este pedido» porque, em sua opinião, «existiam indícios mais do que suficientes e, além disso, a decisão era do MP» e «o mandado já estava emitido».
No seu testemunho em julgamento, Rosa Mota revelou outra situação em que entende ter sido pressionada, ao dizer que o então subdirector da PJ de Lisboa, Paulo Rebelo, lhe propôs que pusesse a jornalista Felícia Cabrita em contacto directo com Carlos Silvino da Silva porque ela poderia conseguir que o ex-motorista casapiano (detido recentemente) fizesse revelações para o processo.
A antiga coordenadora da equipa que investigou o processo Casa Pia garantiu que se recusou a concretizar os pedidos, por considerar que configuravam pressões e ingerência inaceitáveis.
Notícias relacionadas:
Não existem comentários a esta notícia.
|
|
|
|