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Investimentos do Governo são «meras manobras diversão»
publicado em 2006-05-15 09:47:59
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O PSD acusa o Governo de se limitar «a encher o olho» dos portugueses anunciando investimentos, e classificou os projectos da Galp para Sines e as concessões mineiras como «meras manobras de diversão».
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Em conferência de imprensa, o líder parlamentar do PSD, Luís Marques Guedes, disse lamentar que o «actual Governo esteja estado mais preocupado em encher o olho dos portugueses com o anúncio de investimentos, do que em concretizá-los».
Reprovando a atitude «irresponsável e perigosa» do Governo ao anunciar há meses atrás «projectos de investimento em catadupa, numa autêntica chuva de milhões», Marques Guedes lembrou a decisão do executivo de José Sócrates de recuar no apoio ao projecto de Patrick Monteiro de Barros para a construção de uma nova refinaria em Sines.
«Do estendal de projectos anunciados, nenhum está ainda concretizado. Pelo contrário, sabe-se já que a jóia da coroa, o mega-investimento numa refinaria de Sines, abortou, é um rotundo fiasco», disse.
Um fracasso e um «rude golpe na imagem do Governo» que, segundo Marques Guedes, teve como única reacção «a fuga para a frente».
«O Governo reage procurando limitar os danos com nova operação de propaganda, tirando da cartola o investimento da Galp na refinação e avançou com as concessões mineiras (...). Trata-se de uma fuga para a frente, uma mera manobra de diversão», salientou.
O ministro da Economia, Manuel Pinho, foi também mais uma vez alvo das críticas dos sociais-democratas, com o líder da bancada parlamentar do PSD a questionar o seu papel no processo.
«Já não sabemos se é o responsável por estas habilidades, ou se é apenas a vítima útil da acção da central de propaganda do Governo», afirmou, referindo-se a Manuel Pinho.
O ministro da Economia anunciou quinta-feira, no final do Conselho de Ministros, a reactivação das minas de Aljustrel (Beja) e fonte oficial disse que o Governo assinará hoje contratos de prospecção e pesquisa de minério em Portugal.
Também quinta-feira, Manuel Pinho desvalorizou o eventual abandono do projecto do empresário Patrick Monteiro de Barros para a construção de uma refinaria em Sines, valorizando em contrapartida o investimento da Galp no mesmo sector.
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