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A nova taxa de IVA entrou em vigor às 00h00 de hoje, mas os preços de muitos produtos não aumentaram, pelo menos para já. Grandes empresas de retalho alimentar, vestuário e comunicações telefónicas decidiram não alterar os preços depois da subida do Imposto de Valor Acrescentado dos 19 para os 21 por cento. Na maior parte dos casos é uma estratégia para fazer face à forte concorrência do sector. As empresas baixam assim as margens de lucro e absorvem a subida do IVA a 21 por cento. A subida do imposto só vai afectar os produtos que tinham a taxa a 19 por cento. Os bens que têm a taxa a cinco ou a 12 por cento não vão aumentar. Entre eles estão a água, a electricidade e o gás. Os livros e espectáculos, alguns produtos alimentares essenciais como o pão e o leite e os produtos de higiene devem manter os preços. O que aumenta Mas existem outros produtos em que não há alternativa e os preços vão mesmo aumentar. É o caso dos combustíveis ? a Repsol, por exemplo, já subiu o preço do gasóleo em dois cêntimos e a gasolina em três cêntimos. As portagens também vão subir. À excepção da Lusoponte, concessionária das portagens nas travessias sobre o rio Tejo onde a taxa de IVA é de cinco por cento, os restantes concessionários vão incorporar o IVA. As comunicações móveis, a Internet e a televisão por cabo devem aumentar. Também os preços dos automóveis devem disparar, à excepção de algumas campanhas esporádicas. A decisão de aumentar o IVA foi tomada para reduzir o défice orçamental excessivo. O Governo espera arrecadar cerca de 400 milhões de euros este ano e 500 milhões de euros em 2006. Notícias relacionadas:
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