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João Loureiro e chefe de gabinete de Rui Rio investigados
publicado em 2006-05-04 11:57:07
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O chefe de gabinete de Rui Rio na autarquia do Porto, Manuel Pinto Teixeira, e o presidente do Boavista, João Loureiro, estão a ser investigados no âmbito do processo «Apito Dourado». Em causa estão alegadas conversas que levam a indícios de crime de participação económica em negócio e abuso de poder.
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De acordo com o «Jornal de Notícias», que diz ter tido acesso ao processo do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Ministério Público do Porto, este órgão «vai averiguar separadamente alguns factos que constam na certidão remetida pelo MP de Gondomar relativamente ao caso do Metro do Porto e Boavista FC e que não foram abordados no despacho de arquivamento conhecido há uma semana».
O JN acrescenta que estão em causa «suspeitas que envolvem o Boavista e a Câmara do Porto em redor da elaboração do Plano Director Municipal (PDM) e de negociações, em 2004, para a cedência ao clube do Bessa de terrenos do INATEL propriedade do Estado».
O envolvimento do chefe de gabinete de Rui Rio no «Apito Dourado» surge na sequência de conversas com João Loureiro, que tnha o telemóvel sob escuta.
Devido ao conteúdo das conversas, o magistrado do MP de Gondomar entendeu haver indícios de crime de participação económica em negócio e e abuso de poder.
No entanto, Manuel Pinto Teixeira e João Loureiro receberam, há cerca de um mês, o despacho de arquivamento relativo ao processo da empresa do Metro do Porto, em que foram também ilibados Valentim Loureiro e dois construtores civis.
O JN refere, contudo, que o DIAP não os notificou de que os factos relativos ao loteamento e urbanização dos terrenos do Boavista vão ser averiguados à parte, por aparente desconexão com o «caso Metro».
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