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Ao que o jornal apurou, José Veiga, na altura o maior accionista da SAD do Estoril, foi interceptado em pelo menos duas conversas telefónicas com Valentim. O objectivo do ex-empresário era conseguir que a interdição do estádio do Marco de Canaveses coincidisse com o jogo do Estoril Praia, refere o Público. O actual director-geral do Benfica queria evitar que a sua equipa se deslocasse a um terreno difícil e facilitar assim a pontuação que nesse mesmo ano lhe viria a possibilitar a subida ao principal escalão do futebol. Antes desse jogo, em que o Estoril ganhou por 3-2 ao Marco de Canaveses, José Veiga fez dois telefonemas a Valentim Loureiro, o primeiro a pedir que o estádio do Marco fosse interditado e o segundo para agradecer, dizendo «Vou-lhe dar uma beijoca», ao que o presidente da Liga respondeu: «Se não fosse eu...». Na sequência destas escutas e de outras, José Veiga foi interrogado e constituído arguido no processo «Apito Dourado», acrescenta o jornal, que apurou que não foi feita qualquer outra diligência e que o arquivamento do caso parece ser o mais provável. Notícias relacionadas:
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