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Segundo avança a edição desta terça-feira do jornal Público, os resultados do inquérito, feito em Janeiro a quase cinco mil alunos dos 6.º, 8.º e 10.º anos de escolaridade, mostram ainda que de há quatro anos a esta parte o consumo de substância ilícitas mantém-se «estacionário». Contudo, a idade média da primeira experiência com drogas desceu: um estudo feito em 2002 a jovens que frequentavam os mesmos anos de escolaridade dos que agora foram questionados mostrava que o primeiro contacto com substâncias ilícitas acontecia normalmente aos 13,48 anos. O haxixe continua a ser a droga mais popular: 8,2% dos alunos já experimentaram, sendo que, na faixa etária dos 16 ou mais anos, a percentagem sobe para 22,5%. O relatório preliminar «Consumo de substâncias nos adolescentes portugueses» revela ainda que 5,4% dos adolescentes com «estatuto sócio-económico médio/alto» referem ter consumido drogas uma ou mais vezes no mês anterior ao inquérito; já entre os de «estatuto sócio-económico baixo» a percentagem é de 3,2%. Maria Moreira, directora do Observatório de Drogas e Toxicodependências, nota que tanto a descida da idade média da primeira experiência com drogas como a maior prevalência em grupos sócio-económicos mais altos constitui uma tendência que tem sido detectada por outros estudos do IDT. «Os jovens têm maior autonomia, cada vez mais cedo, passam mais tempo com os amigos depois da escola, têm pior comunicação com os pais e estas coisas podem estar ligadas», comenta Maria Moreira, recordando, por outro lado, que «quem tem poder de compra tem mais facilidade em obter substâncias ilícitas» para experimentar. Certo é que a esmagadora maioria dos alunos (95,5%) diz que não consumiu qualquer tipo de droga no mês anterior ao inquérito; 4,5% declaram consumo de alguma substância. Notícias relacionadas:
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