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O proprietário da loja, Carlos Marabuto, não se mostrou surpreendido com a visita policial, que obrigou, durante a busca, ao fecho das portas do estabelecimento. "Esperava que viessem, mas não gostei da forma como alguns se comportaram", disse. "Somos profissionais e interpretamos profundamente a lei, por isso não vendemos, por exemplo, mescalina, mas plantas naturais que têm mescalina, o que não é proibido", sublinhou Marabuto. "Não me sinto perseguido, mas recuei 50 anos", desabafou. A abertura, anteontem, daquela "smart-shop" está a criar "algum incómodo por parte dos lojistas" do "Oita", segundo o administrador Carlos Costa. O "Oita" registou ontem um movimento anormal de jovens no piso onde está a loja, muitos deles menores. A contestação estendeu-se à população, ao responsável da escola mais próxima (ver caixas) e ao director do Centro de Atendimento a Toxicodependentes (CAT) de Aveiro, Rocha Almeida. Este não compreende como é possível licenciar uma loja que vende drogas leves. O médico desconfia dos alegados "produtos naturais" que estão à disposição na "Cogumelo Mágico" e, por aquilo que já leu, não receia afirmar que as ervas que estão ao dispor dos maiores de 18 anos são nocivas para a saúde. "Não sei se é legal a venda de produtos alucinogénios. E também desconfio dos comprimidos naturais, pois dificilmente não são alvo de um processo químico, uma situação normalmente perigosa, especialmente se o laboratório que o fizer não estiver certificado", refere Rocha Almeida. O comentário do responsável pelo CAT é feito de dúvidas e certezas. "Há uma série de produtos que estão à venda nessa loja que provocando alucinações têm graves consequências para a saúde. Podem não provocar habituação física, mas criam uma habituação psicológica", explica o médico. "Alterações de personalidade, falta de motivação, perda de memória e de concentração são algumas das consequências destas drogas", acrescenta. O responsável revela que ao CAT começam a chegar vítimas destas novas drogas. "São situações pontuais, mas receio que com esta nova oferta o número de casos possa vir a aumentar", prevê Rocha Almeida. Notícias relacionadas:
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Existe(m) 7 comentário(s) a esta notícia.
Comentário: acho que o nosso pais esta a andar para trás. na minha opinião deviam era de proibir o álcool porque isso sim mata, cria uma forte dependência tanto física como psicologica, e alem disso destrói totalmente uma pessoa. fás nos fazer cenas tristes. SOU A FAVOR DA LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS LEVES. 