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No entanto, o colectivo de juízes decidiu não apresentar um "pedido de escusa" - que teria como consequência imediata a suspensão do julgamento - porque existe um arguido preso e cerca de 30 jovens identificados como vítimas. Com esta posição, Ana Peres faz um sério aviso aos sujeitos do processo. A atitude foi provocada por um requerimento de António Pinto Pereira, em que o advogado da Casa Pia acusou o tribunal de agir de forma «tendenciosa». Em causa estava a divulgação parcial do conteúdo de um documento escrito por uma das alegadas vitimas. O advogado considerou que o documento não devia ser revelado, antes da testemunha vir a julgamento, o que não aconteceu, manifestando por isso «surpresa» e «perplexidade», em termos que ofenderam o tribunal. Esta situação vai ser remetida a ordem dos advogados para que seja avaliada uma eventual violação dos deveres deontológicos por parte de Pinto Pereira. Notícias relacionadas:
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