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À saída do tribunal, a maioria dos advogados e arguidos escusou-se a fazer um balanço dos quase oito meses deste julgamento em que foram ouvidos, até agora, os arguidos que quiseram prestar depoimento e apenas 14 das 32 vítimas do processo de abuso sexual de menores. Dos sete arguidos do processo, apenas "Bibi", o apresentador de televisão Carlos Cruz e o antigo provedor adjunto da Casa Pia Manuel Abrantes quiseram falar em julgamento, tendo o primeiro confessado a maioria do crimes constantes do Despacho de Pronúncia e implicado todos os arguidos. Tanto Carlos Cruz como Manuel Abrantes negaram as acusações pelas quais foram levados a este julgamento, que ficou marcado também pelo longo depoimento da actual provedora da instituição, que ocupou 16 sessões e mais de um mês e meio. José Maria Martins, defensor de Carlos Silvino, fez um «balanço positivo», considerando mesmo compreensível a «morosidade» do julgamento, «face à extrema sensibilidade do processo». António Pinta Pereira, que lidera a equipa de advogados que representa a Casa Pia e as alegadas vítimas, fez também um balanço positivo do julgamento, mas reafirmou as críticas à «morosidade» com que está a decorrer o julgamento e defendeu a necessidade «afirmar algumas regras deste jogo». O julgamento tem uma nova sessão marcada para 23 de Agosto, para evitar que o processo esteja parado durante mais de um mês. Notícias relacionadas:
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